Há momentos em que a liderança se revela menos nas decisões que correm bem e mais na forma como se reage quando alguma coisa corre mal. A recente polémica em torno da digitalização e correção dos exames nacionais é um desses momentos.
Vivemos num país rico em casos e casinhos – todos os dias um novo que faz as delícias da comunicação social e alimenta a conversa de café. Um dos últimos, talvez mais despercebido, passa pela não obrigatoriedade do exame nacional de matemática (12º ano) se ele não for necessário para o acesso ao ensino superior. Num país que já tem a pior literacia financeira da Europa, estaremos a querer que os portugueses deixem definitivamente de saber fazer contas à vida?







