A Tesselo oficializa hoje a sua entrada no mercado. A start-up especializada em imagens de satélite quer ajudar a combater incêndios.

Depois de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, a Tesselo, start-up fundada em Lisboa em 2017, anunciou hoje o início de atividade. Esta start-up oferece uma gama de soluções de mapeamento, baseadas em inteligência artificial, aplicáveis a um amplo espectro de setores e matérias. Uma dessas aplicações principais em Portugal incide na prevenção de incêndios de grandes proporções e no combate a diferentes desafios ambientais.

A empresa desenvolveu uma solução de mapeamento de Portugal continental aplicável a um grande espectro de setores e matérias como a silvicultura, a agricultura ou o planeamento urbano, entre outros. De acordo com o comunicado da start-up, a sua tecnologia pode estimar o risco e o impacto dos fogos florestais, monitorizando áreas de limpeza em torno de infraestruturas e postos de alta tensão, para mapear o risco e assegurar que os regulamentos ambientais são aplicados.

As imagens-base da Tesselo provêm do Programa Europeu Copernicus, e a análise das alterações ambientais ao longo das décadas é feita a partir de arquivos de 40 anos da NASA. A start up produz imagens compostas cristalinas, criando mosaicos nítidos de dezenas de fotografias de satélite sobre as quais executa modelos de inteligência artificial para extrair informações adaptadas às necessidades do cliente. O resultado permite monitorizar alterações incrementais ao longo do tempo, ajudando a identificar padrões e a sinalizar áreas de risco. Desta forma, fenómenos dinâmicos são expostos em tempo quase real, desde a vegetação que cresce muito perto de linhas de alta tensão, até ao impacto de um incêndio florestal no habitat local.

Como explicou em comunicado Rémi Charpentier, CEO da Tesselo, “as novas capacidades de observação da terra e os últimos avanços em IA permitem-nos construir modelos ambientais a uma escala, nível de precisão e velocidade nunca antes visto. Estamos muito satisfeitos em inaugurar, hoje, a nossa atividade em Portugal e, em disponibilizar a nossa tecnologia a um elevado número de empresas desde a silvicultura, à agricultura e ao desenvolvimento urbano”. O responsável da start-up assegurou ainda que a sua tecnologia “permite monitorizar as mudanças de uma forma muito pormenorizada, permitindo integrar temporadas e ciclos de vida das plantas nos nossos modelos de vegetação. É estratégico para a Tesselo estar sediada em Portugal, um dos centros tecnológicos que mais rápido cresce na Europa e um país onde a nossa tecnologia tem um impacto imediato”.

Refira-se que a Tesselo já recebeu três bolsas da Agência Espacial Europeia e conseguiu criar uma parceria de longo prazo com o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra.

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