A Front, uma start-up que concentra mensagens de e-mails, textos e redes sociais em apenas uma plataforma, desafiou os seus funcionários a reduzir o tempo que passam ao telemóvel para menos de 14 horas por semana. Se o funcionário conseguir cumprir este objetivo num mês, ganha 200 dólares.

O uso desmedido do telemóvel no local de trabalho chamou a atenção de uma start-up, que lançou um desafio aos seus funcionários. A Front paga 200 dólares por mês (182 euros) aos funcionários que conseguirem reduzir o tempo que passam ao telemóvel para 14 horas semanais – ou uma média de duas horas por dia.

A Front, com sede em São Francisco, concentra mensagens de e-mails e redes sociais em apenas uma plataforma. Os fundadores Mathilde Collin e Laurent Perrin lançaram o desafio após passarem por uma experiência pessoal.

Perrin foi diagnosticado com cancro em 2016 e passou por cirurgias e quimioterapia. Collin passava muito tempo a visitar o sócio no hospital e estava sempre ansiosa para ver as atualizações no seu telemóvel. Depois de tentar desativar as notificações, a empreendedora seguiu o conselho de um amigo e desinstalou aplicações relacionadas com o trabalho.

Collin começou a sentir-se mais feliz e saudável após ter tomado esta decisão, segundo o Business Insider. O tempo que a jovem passou a estar com os amigos tornou-se mais valioso e apenas começou a telefonar à sua mãe nos intervalos, principalmente quando acedia às redes sociais. “Eu abri mais espaço na minha cabeça”, diz a empreendedora.

O seu objetivo com o desafio lançado é que os funcionários parem de olhar para as notificações e se concentrem nas tarefas essenciais. Aos funcionários é pedido que enviem uma captura de ecrã com o tempo de uso do telemóvel para o departamento de recursos humanos, para terem direito aos 200 dólares (181 euros) mensais. Collin espera que 70% dos funcionários da Front participem nesta iniciativa.

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