Numa retrospetiva ao ano que passou, a plataforma de crowdfunding elaborou um relatório que revela que somou investimentos recorde no ano que passou. O crescimento foi de 16%.

A Seedrs atingiu níveis recorde no número de campanhas de angariação e fundos realizadas e no montante de investimentos alcançados em 2020. Apesar da pandemia, a plataforma de crowdfunding conseguiu angariar mais dinheiro e mais investidores que nos anos anteriores, reforçando a missão de ligar empreendedores e investidores.

Assim, no fim do ano a Seedrs completou 265 negócios, 293 milhões de libras (cerca de 328 milhões de euros) investidos em campanhas, concluiu quase 14 mil exits e 5 milhões (5,5 milhões de euros) transacionados no mercado secundário.

Ao longo de 2020 a plataforma ajudou empresas de 18 países a angariar fundos. Por outro lado, recebeu investimentos de 75 países. Do total das campanhas desenvolvidas, 73 angariaram valores superiores a 1 milhão de libras (cerca de 1,1 milhões de euros). No relatório de balanço de 2020, a plataforma anunciou um crescimento de 16% nos investimentos face a 2019.

Os destaques do ano vão para a maior angariação de fundos protagonizada pela Snoop, uma aplicação de poupança de dinheiro, que somou mais de 10 milhões de libras. Seguiu-se a Howsy, uma plataforma de gestão de propriedades online que atingiu mais de 2,3 milhões de libras, valor que ultrapassou 10 mais o seu objetivo inicial de financiamento.

O AFC Wimbledon foi outro dos recordistas da Seedrs. Numa única campanha, o clube de futebol inglês angariou dinheiro de mais de cinco mil investidores para construir um novo estádio.

Por outro lado, a Seedrs constatou uma alteração no tipo de empresas em que os investidores aplicaram o seu dinheiro nos últimos 12 meses. As fintech continuam a ser o setor líder com investimentos na ordem dos 78 milhões de libras. Contudo, a Seedrs assistiu ao crescente interesse pelo segmento dos cuidados de saúde, que registou um crescimento de 292% do investimento, pelo de cuidados domiciliários e pessoais, com mais 50% do investimento, e pelo de alimentação e bebidas, com mais 121%.

O facto de os consumidores terem alterado as suas prioridades, também teve reflexos na diminuição do investimento em viagens e lazer (com menos16%) e nos negócios imobiliários (com menos 32%).

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