Saiba quais os fenómenos que estão a transformar o mundo do trabalho

Foto: Olisipo

Do burnout ao quiet quitting são inúmeros os termos para definir alguns dos fenómenos que estão a afetar os trabalhadores à escala global.

As mudanças protagonizadas pelo mundo do trabalho nos últimos anos, têm dado origem a um conjunto de fenómenos que afetam os trabalhadores e a performance das empresas. As novas expetativas dos profissionais, os modelos de trabalho mais flexíveis e uma crescente atenção ao bem-estar, criaram novas dinâmicas que refletem a forma como os colaboradores se relacionam com o trabalho e com as suas organizações.

Por isso, entraram no vocabulário empresarial terminologias que até há bem pouco tempo ninguém ouvia falar. Representam novas tendências que estão a marcar o panorama laboral. A Olisipo (empresa especializada no setor de recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação), identificou quatro dessas tendências e recomenda algumas estratégias que os líderes podem usar para combatê-las.

Como sublinha Paula Peixoto, diretora de People and Culture da Olisipo, “estas tendências demonstram que a relação entre profissionais e organizações está a evoluir. Hoje, os colaboradores valorizam cada vez mais fatores como bem-estar, reconhecimento, desenvolvimento contínuo e sentido de propósito. Cada profissional tem o seu próprio perfil e, por isso, é fundamental que as lideranças mantenham um acompanhamento próximo, compreendam as suas necessidades e atuem de forma preventiva perante estes fenómenos”.

1 | Burnout

O burnout é caraterizado por um estado de exaustão física, emocional e mental que surge frequentemente associado a elevados níveis de exigência, pressão constante e dificuldade em estabelecer limites entre a vida profissional e pessoal. Para as empresas, a prevenção passa por promover uma cultura que valorize o equilíbrio, o acompanhamento próximo e a gestão sustentável das cargas de trabalho.

2 | Boreout

Este fenómeno resulta da ausência de desafios, oportunidades de aprendizagem ou propósito claro no desempenho de funções. Quando os profissionais sentem que o seu potencial está subaproveitado podem surgir sinais de desmotivação e afastamento progressivo da organização. A criação de percursos de desenvolvimento e a atribuição de novos desafios são algumas das formas de combater esta realidade.

3 | Quiet quitting

O quiet quitting refere-se à decisão de cumprir apenas as responsabilidades previstas, sem assumir tarefas adicionais ou um envolvimento extra com a organização. Esta tendência evidencia a importância de promover ambientes de trabalho onde os colaboradores se sintam valorizados, reconhecidos e alinhados com os objetivos da empresa.

4 | Resenteeism

Uma dinâmica que descreve colaboradores que permanecem na organização apesar de se sentirem insatisfeitos, frustrados ou sem perspetivas de evolução. Esta situação pode afetar o desempenho, o compromisso e o ambiente das equipas, por isso a comunicação transparente e a criação de oportunidades de crescimento assumem um papel fundamental na prevenção deste fenómeno.

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