Conseguir um emprego é uma tarefa difícil, mas manter o posto de trabalho pode tornar-se ainda mais complicado num mundo em constante mudança.  Se, por um lado, temos o funcionário que deverá assegurar a sua função, há, por outro lado, as empresas que também os podem ajudar neste processo.

Num mundo onde a inteligência artificial (IA), a robótica e a automação estão a tomar conta de algumas áreas de trabalho, até mesmo os funcionários exemplares estão a sentir-se menos indispensáveis. No entanto, segundo um estudo recente, não precisam de sentir esse receio. Os robots estão presentes há alguns anos em várias fábricas, mas os seres humanos ainda executam 72% das tarefas de fabrico, de acordo com um estudo da empresa de consultoria A.T. Kearney e da start-up de inteligência artificial californiana Drishti, citado pela Forbes. Também a Federação Internacional de Robótica e da Goldman Sachs refere que cerca de 1,7 milhão de robots já trabalham ao lado dos 345 milhões operários a nível mundial.

Por isso, a par deste receio, surge também a vontade de desenvolver competências de que a empresa não possa prescindir. E neste sentido, há cada vez mais empresas que procuram funcionários que pretendam tornar-se grandes líderes dentro da organização e estejam dispostos a fazer esse investimento. Para que possa ajudar os seus funcionários a tornarem-se indispensáveis e a contribuírem para o sucesso da sua empresa, o site Addicted2Success partilhou quatro dicas.

1.Investir em formação e desenvolvimento pessoal
O desenvolvimento pessoal é da responsabilidade do funcionário e depende da sua própria vontade de melhorar. Porém, quando se junta isso com o desejo de um empregador que procura manter talentos de qualidade na empresa e reconhece o valor que atribui ao crescimento dos seus funcionários, os resultados são impressionantes.

As estatísticas mostram que este é um dos três principais motivadores não financeiros que geram bons resultados: 76% dos funcionários querem oportunidades de crescimento na carreira. As empresas que fazem investimentos na formação e desenvolvimento de seus funcionários tendem a liderar o caminho e a manter a longevidade. Quando a empresa ajuda os funcionários a crescer, os colaboradores vão ajudar a expandir o negócio.

2. Treinar os funcionários para que tomem decisões
Muitas empresas estão a fomentar juntos das suas equipas a mentalidade de “pensar como o dono” em todas as áreas de atividade. As empresas que capacitam os seus colaboradores para tomar decisões (dentro de certa razoabilidade e limites) tornam-se mais eficazes e eficientes. Estes funcionários são capazes de dar apoio aos clientes internos e externos sem esperar por diretrizes e delegação de funções ou tarefas.

Capacitar os empregados através de formação e mentoria é uma das melhores práticas que as empresas podem adotar. Quanto mais capacidade um funcionário tiver para tomar certas decisões, mais terá o sentimento de propriedade e pertença à empresa, tornando-se vantajoso para todos.

3. Partilhar informação e comunicar
A maioria da informação dentro das organizações é partilhada apenas dentro dos seus respetivos departamentos, onde esse conhecimento é pertinente. Mas poderá haver ganhos positivos se todos os departamentos tiverem conhecimento (até certo ponto) do que se passa em todas as áreas da empresa.

A comunicação interdepartamental é vital e, para que isso aconteça, os funcionários precisam de ser atualizados sobre as novidades. Esta também é uma forma de evitar que informação errónea ou incorreta se espalhe pela empresa. Uma boa forma de começar esta prática será partilhar os ganhos e perdas, os sucessos e fracassos da empresa, e quaisquer outras mudanças significativas que a empresa possa sofrer.

4. Desenvolver uma verdadeira cultura de comunicação aberta
A comunicação honesta e direta é importante no local de trabalho, pois influencia a capacidade de todos poderem trabalhar como uma equipa. Muitos funcionários não se envolvem com mais frequência quando solicitados por medo de serem ridicularizados e até mesmo de perder o emprego. Todavia, é comum que muitos desses funcionários participem mais ativamente nas reuniões normais da equipa, e sintam-se mais constrangidos em reuniões com os líderes e chefias. Isto pode acontecer porque não foram estabelecidas linhas claras de comunicação aberta.

Estudos mostram que as empresas que funcionam com um estilo de comunicação aberta têm índices mais elevados de envolvimento dos funcionários. Funcionários envolvidos na empresa são mais propensos a permanecer numa organização e como tal a rotatividade diminui, o que é benéfico para a empresa.

Criar uma cultura de comunicação autêntica e honesta desenvolve a confiança na equipa de liderança. Quando os líderes de uma empresa mostram capacidade de lidar com uma comunicação bidirecional adequada e segura, isso ajuda os colaboradores a sentirem que estão a fazer a diferença e que as suas opiniões são importantes.

 

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