À medida que a tecnologia digital transforma o local de trabalho, existem planos de formação que podem ser implementados de forma eficaz, para capacitar a equipa e delinear o caminho para o sucesso da empresa.

Desde a viragem do milénio que as organizações têm tentado todas as táticas para atrair e manter talentos na área das Tecnologias de Informação (TI). Algumas inspiraram-se em Silicon Valley, onde as start-ups revolucionaram os locais de trabalho com mesas de bilhar, balcões de pizza e máquinas de pipocas, numa tentativa de imitar os campus universitários.

No entanto, segundo o The Guardian, enquanto um escritório equipado com estas valências pode servir uma jovem start-up tecnológica, a maioria das organizações mantém-se mais ponderada sobre o que é necessário para reter os seus talentos tecnológicos atualizados. Mas, por si só, a cultura e os benefícios não garantem às organizações a manutenção da mistura ideal de competências tecnológicas necessárias ao seu sucesso.

Atualmente a tecnologia evolui mais rapidamente que nunca. Os próprios jovens licenciados sentem-se, muitas vezes, eles próprios já desatualizados quando começam a trabalhar. Em apenas cinco anos, a maioria daquilo que aprenderam já está ultrapassado. Como resultado, os profissionais da tecnologia mais talentosos, estão a dar preferência às empresas que lhes garantem uma atualização constante das suas competências.

Por isso, a maioria das organizações acredita que a melhor forma de garantir que os seus funcionários possuem uma boa combinação de competências tecnológicas é proporcionando-lhes formação constante. Mas, dada a diversidade de formas e métodos de programas de formação, qual a melhor opção?

Para Bob Roark, diretor na NuAxis Innovations, fornecedor de soluções de infraestrutura de TI para o governo norte-americano, “o medo de oferecer formação especializada aos funcionários para depois vê-los partir é um medo autodestrutivo. As pessoas saem de qualquer maneira. Quando se dá formação aos funcionários sobre assuntos que lhes interessa, normalmente surgem novas oportunidades. Uma vez que as pessoas também recebem formação na área das competências sociais, como a criação de boas relações comerciais, assim que aprendem algo sobre uma nova tecnologia, começam a ‘evangelizar’ dentro da empresa. O que rapidamente se pode transformar em inovação, numa nova direção ou até num novo departamento.” Isto significa que os funcionários que aprendem algo novos sentem-se habilitados para colocar o conhecimento adquirido em prática dentro da organização, o que baixará a probabilidade de saírem. “É um ciclo vicioso,” conclui Roark.

Também Mark Hudson, diretor da AXELOS,  responsável por desenvolver metodologias de melhores práticas para profissionais das áreas de gestão de projetos, programas e portfólios, gestão de serviços de TI e resiliência cibernética, partilha da mesma opinião. “Os nossos estudos mostram que cerca de três quartos dos decisores e uma porção ainda maior dos funcionários diz que os programas de treino formal facilitam as tomadas de decisão e resolução de problemas. O que leva a uma melhoria na produtividade, maior eficiência e níveis mais elevados de satisfação”, afirma.

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