Estão escolhidas as cinco start-ups que vão continuar o Techcare. São de cinco nacionalidades e desenvolvem projetos em diferentes áreas da saúde.

A Novartis já divulgou as start-ups selecionadas para integrarem o Techcare, programa no qual vão explorar a possibilidade de desenvolver projetos-piloto em parceria com a multinacional farmacêutica.

A escolha recaiu na portuguesa B2Quan, na russa Cievert, na espanhola Mediktor, na norte-americana Mighty Health e na austríaca ScarletRed. Estas start-ups foram selecionadas depois de um bootcamp em que estiveram envolvidas as 15 finalistas apuradas do total da 175 candidaturas inscritas no programa. As start-ups vencedoras estão envolvidas em projetos de soluções tecnológicas para triagem de doenças e para patologias do sistema nervoso central, oncológicas, cardíacas e dermatológicas

O Techcare é um programa desenvolvido pela Novartis, em colaboração com a Beta-i. Desafiou start-ups com soluções com protótipos funcionais, em fase de testes ou já estabelecidas no mercado, a aplicarem as suas soluções na resposta a necessidades específicas em diversas áreas terapêuticas.

Este ano a Novartis procurou integrar no programa start-ups que explorassem soluções tecnológicas como cloud health & mHealth, healthcare gamification, inteligência artificial & machine learning, internet das coisas, big data & analytics, realidade aumentada, realidade virtual e redes colaborativas. Dar resposta a desafios em três grandes áreas – valor e demonstração de resultados em saúde; diagnóstico atempado e referenciação; ativação do doente e gestão da doença – era o objetivo.

Cristina Campos, diretora-geral da Novartis Portugal, reforçou que a “Novartis mantém o compromisso e a aposta contínua na inovação com o objetivo de criar ou apoiar o desenvolvimento de soluções que tragam benefícios para o ecossistema da saúde e que, simultaneamente, melhorem e prolonguem a vida das pessoas. O Techcare reflete esta ambição”.

As selecionadas:

A B2Quant apresentou um software, com aplicação na área das doenças do sistema nervoso central, que mede com precisão os biomarcadores de imagens do cérebro, permitindo avaliar a extensão da lesão e atrofia e minimizando a perda de funções cognitivas e motoras.

A Cievert desenvolveu um software de gestão do acompanhamento dos doentes oncológicos, permitindo que os doentes em vez de terem consultas para acompanhamento em intervalos de tempo pré-definidos possam ter apoio clínico sempre que necessitem, reduzindo o tempo de espera.

A start-up Mediktor assume-se como um assistente médico, baseado em inteligência artificial, para o pré-diagnóstico, triagem e apoio à tomada de decisão, permitindo ao doente o envio de informação clínica imediata a um médico.

A Mighty Health criou uma tecnologia na área da cardiologia que ajuda a melhorar a saúde dos doentes e a evitar hospitalizações através da criação de planos terapêuticos, de exercício e de nutrição com base no contexto, gravidade, especificidades da doença, entre outros critérios.

A ScarletRed, na área da teledermatologia, desenvolveu o dispositivo médico Scarletred®Vision com o objetivo de resolver a falta de padronização e objetividade. O software, clinicamente testado, permite uma alta qualidade da imagem e análise remota da pele em diversas condições, possibilitando a atribuição de pontuação automática do estado e gravidade da doença de pele ou qualquer outra alteração visível.

Presente no evento que revelou as start-ups vencedoras, André de Aragão de Azevedo, Secretário de Estado para a Transformação Digital, destacou a relevância e contributo de programas como o Techcare para a transformação digital do país.

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