Em meados deste ano, Gonçalo Martins Ribeiro e Fabiana Clemente deixaram os respetivos empregos para se dedicarem a tempo inteiro à YData. Agora, procuraram um investidor para internacionalizar a sua solução e reforçar a equipa.

Foi na sequência de experiências profissionais anteriores que Gonçalo Martins Ribeiro, CEO da YData,  e Fabiana Clemente, Chief Data Officer, se deparam com uma série de problemas/questões relacionadas com dados. Começaram a verificar que “havia uma oportunidade no mercado que ainda não está a ser explorada que é a privacidade dos dados e o acesso aos mesmos. Ou seja, como é que podemos fazer aceder a informação sem prejudicar a privacidade do utilizador final ”, explicou Fabiana Clemente. “Foi aí que surgiu a nossa ideia de criar a YData. Decidimos que era o momento certo para a aposta”, acrescentou.

A dupla de jovens profissionais encontrou uma das soluções que poderia ser viável para responder a este problema. O que fizeram foi criar uma forma de disponibilizar dados que não sejam decifráveis e que não coloquem em causa a privacidade das pessoas.

“A nossa solução passa por criar dados sintéticos que têm as mesmas caraterísticas dos originais. Isto é, podemos ter dados originais sobre nós, com as nossas identificações, mas depois o que temos é um modelo de inteligência artificial que vai aprender connosco e que vai criar outras “pessoas fictícias” que se irão comportar de forma semelhante à nossa. Ou seja, nunca será igual para não permitir a identificação”.

Como explicaram os jovens fundadores da YData, “os dados terão o mesmo valor, permitem treinar modelos de inteligência artificial, colocar em ambiente de teste, fazer analitics, ou seja, as capacidades acabam por ser as mesmas que as reais”.

Na estrutura da start-up, Fabiana Clemente assegura a área de dados, de desenvolvimento da solução em machine learning, enquanto Gonçalo Martins Ribeiro tem a seu cargo a parte de software que é necessária para garantir que a solução seja implementável em empresas. Entretanto, já foram finalistas do Altice International Innovation Awards.

Um investidor para internacionalizar
Com um investimento inicial entre os 10 a 15 mil euros, a Y Data está incubada na Sartup Lisboa, mas em modo de incubação virtual, e já está a iniciar alguns pilotos e a desenvolver contactos com empresas e com investidores.

Neste momento, a jovem start-up procura clientes e investidores. “Temos o produto, mas é preciso fazer uma validação de mercado, ver como podemos melhorar de forma a servir a maior parte das empresas. Daí precisarmos de clientes e de investimento para podermos ter uma equipa maior para tornar isto possível e viável”, explicou Fabiana Clemente.

A dupla gostaria de entrar numa aceleradora americana para ter acesso aos mercados da América do Norte e do Canadá. “Na Europa temos o mercado britânico e o alemão que realmente são bons para atuarmos, mas fora isso não existe um mercado muito relevante. Em Portugal estamos a iniciar estes pilotos, que nunca serão projetos de uma dimensão muito grande. Por isso, a nossa ideia é tornarmo-nos globais assim que possível, revelou Gonçalo Ribeiro.

Assim, nos próximos seis meses, os fundadores da YData vão procurar fazer uma ronda de um milhão. “Se encontrarmos um investidor que invista um milhão de euros, entretanto, também conseguimos ir buscar fundos europeus. Esse investimento será maioritariamente para investir em recursos humanos, para aumentar a equipa”, explicaram.

Resumo:
Responsável: Gonçalo Martins Ribeiro e Fabiana Clemente
Área:
Dados
Produto: Dados sintéticos
Mercado: Nacional e internacional
Necessidade: Investidor e clientes
Contacto: goncalo.ribeiro@ydata.ai
Site: https://ydata.ai/

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