Vivemos tempos de enorme imprevisibilidade. Num dia estamos a trabalhar num “emprego relativamente certo e interessante” … para no dia seguinte já nos encontrarmos numa posição vulnerável, em situação de lay-off ou mesmo de desemprego.

Este drama é cada vez mais a realidade de “muitos de nós” e pior ainda: dificilmente pode ser prevista (a “crise” define-se exatamente como uma “mudança brusca”, um desequilíbrio que ocorre subitamente). Dadas as consequências nefastas que as crises representam para a vida de todos nós, a grande questão que se coloca é: como podemos, então, gerir esta situação?

Naturalmente que o “trabalho por conta de outrem” tem grandes benefícios. No entanto, e tendo em conta que a “segurança laboral” está a perder cada vez mais força, outras possibilidades se “abrem no horizonte”: porque não apostar num negócio próprio? Para alguns de nós esta pode constituir a oportunidade para pôr em marcha o sonho que sempre idealizámos. E vale a pena recordar que muitos negócios bem-sucedidos nasceram em momentos de crise: como a Uber ou a Airbnb –  que nasceram durante a crise de 2008 – ou a própria Nutella, que surgiu logo a seguir à II Grande Guerra (numa altura em que como o cacau era muito caro, a Nutella surgiu da necessidade de criar um creme mais barato e acessível a todos – que, neste caso, seria feito com avelãs).

Claro que criar o negócio próprio não é fácil! Implica sermos capazes de “sair da nossa zona de conforto” e lutar todos os dias pela sobrevivência do negócio. Mas, no final, o saldo é muito positivo: são vários os estudos científicos que evidenciam que os empreendedores são pessoas mais felizes e auto-realizadas!

Mas são imensas as dúvidas que se colocam: será que a minha ideia de negócio é viável? Como posso elaborar um plano de negócios? Como passar à criação efetiva da empresa? Será que estou preparado(a) para ser empreendedor(a)? A resposta a estas questões envolve sermos capazes de “abrir horizontes”, fazermos novas aprendizagens, partilhas, formas de pensamento. E nesse sentido: porque não fazer um curso prático e experiencial de empreendedorismo?

A pós-graduação em Empreendedorismo e Desenvolvimento do Negócio do ISCSP, da Universidade de Lisboa. é coordenada por mim própria, em conjunto com um outro colega professor e empreendedor, e tem como objetivo transformar os formandos em agentes ativos na proposta e gestão de projetos empreendedores e inovadores, tanto como empreendedores (i.e. criando o próprio negócio), como intra-empreendedores (dentro da organização onde já trabalham – criando, por exemplo, novos projetos/programas, melhoria de produtos/serviços, novas sucursais ou unidades de negócio).

Na prática, esta pós-graduação visa ajudar o(a)s formando(a)s a elaborar o plano do seu negócio, abordando temáticas como a estratégia, as finanças, o marketing, a componente legal ou a busca de instrumentos de financiamento. Para além desta componente técnica – e porque o empreendedorismo é feito por “pessoas” reais – esta pós-graduação diferencia-se por ajudar os empreendedores a desenvolverem as suas competências comportamentais (networking, auto-confiança ou venda de ideias), assim como a sua identidade como “empreendor(a)”. E no final, o(a)s formando(a)s têm a oportunidade de apresentar um pitch perante um júri constituído por business angels, diretores de incubadoras, financiadores e outros agentes do ecossistema empreendedor.

Em súmula, nesta conjuntura de imprevisibilidade, talvez tenha chegado o momento para criar o próprio negócio. Perante as inúmeras interrogações que se colocam à concretização deste cenário, porque não aprender e partilhar novos conhecimentos, ferramentas, ideias e projetos? A pós-graduação em Empreendedorismo e Desenvolvimento do Negócio vai ao encontro destas necessidades, apoiando o desenvolvimento de competências técnicas, comportamentais e de apresentação de pitch, constituindo uma mais-valia para transformar o(a)s formando(a)s em agentes ativos da sua própria vida!

*Coordenadora da Escola de Liderança e Inovação do ISCSP – Universidade de Lisboa

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Sobre o autor

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Patrícia Jardim da Palma é doutorada em Psicologia das Organizações e Empreendedorismo e Professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP- ULisboa). É coordenadora das Pós-graduações “Gestão de Recursos Humanos” e “Empreendedorismo e Inovação”... Ler Mais