E se a aliança que vai usar fosse feita por si e pela sua noiva? No atelier André Maia e Moura Jewellery é possível produzir o seu próprio anel e com a orientação de um designer de joias. Em entrevista ao Link To Leaders, André Maia e Moura fala de como abriu o seu atelier, dos desafios que enfrentou e dos projetos para o futuro que passam por dar a conhecer o seu trabalho lá fora.

A paixão pela arte e pela moda sempre fizeram parte da vida de André Maia e Moura, um designer de joias de espírito empreendedor, que possui formação em Coordenação e Produção Moda pela Escola Profissional Magestil e Design de Joalharia pela Contacto Direto – Escola de Joalheiros. Começou por criar o seu atelier na casa do avô em 2012. Passados três anos, abriu o seu próprio espaço, o André Maia e Moura Jewellery.

Hoje com 34 anos, este jovem designer promete reinventar o mundo da joalharia, expandir a sua marca no mercado nacional e não só. “Alargar a minha base de clientes para fora de Portugal e, quem sabe, no futuro, ter o meu próprio atelier-Loja”, é outro dos seus objetivos.

Como e quando nasceu a André Maia e Moura Jewellery?
Nasceu em 2012 quando terminei o curso de Joalharia na escola Contacto Direto, em Lisboa. Primeiro montei o meu atelier em casa do meu avô. Um ano mais tarde, juntei-me ao atelier de uma amiga em Belém e em 2015 abri o meu próprio atelier.

“Desde logo montar uma oficina é muito dispendioso, visto que as ferramentas necessárias são caras e não é fácil encontrar um espaço que dê para colocar todo o equipamento necessário ao trabalho de um joalheiro (…).”

Quais os desafios que encontrou pelo caminho?
Desde logo montar uma oficina é muito dispendioso, visto que as ferramentas necessárias são caras e não é fácil encontrar um espaço que dê para colocar todo o equipamento necessário ao trabalho de um joalheiro e a preços acessíveis para quem está a começar um negócio. Outro desafio longo foi o registo da marca e obtenção de punção junto da Casa da Moeda.

O que diferencia a André Maia e Moura de outras joalharias?
O que penso que me diferencia de outros joalheiros são as linhas das minhas joias, que são peças mais geométricas, onde gosto de incorporar pedras preciosas (visto ser uma das minhas paixões).

Peças produzidas por André Maia e Moura

 

Onde procura inspiração?
A minha inspiração vem principalmente das linhas arquitetónicas e tenho um fascínio particular pela época de arte deco, que incluo muitas vezes nas minhas peças.

“Estou de momento a criar o meu site, que terá loja online, mas até então o Facebook e o Instagram são os principais meios de venda e divulgação do meu trabalho”.

Quem mais procura o trabalho do André e como o divulga?
Ao longo destes anos fui criando uma base de clientes sólida que surgiu muito do “passa palavra”. Estou de momento a criar o meu site, que terá loja online, mas até então o Facebook e o Instagram são os principais meios de venda e divulgação do meu trabalho.

E os workshops? Como surgiu a ideia de criar workshop?
Apercebi-me que tinha especial gosto em ensinar aos outros o processo de fabrico de uma joia. Recentemente comecei a fazer workshops para noivos, onde o casal produz, sob a minha orientação, as suas próprias alianças, anéis de noivado ou a adaptação de uma joia de família, o que confere um valor sentimental ainda maior a estas peças.

A paixão pela arte e pela moda sempre fizeram parte da vida do André?
Sim, desde muito novo que a Moda fez parte da minha vida. Comecei por tirar um curso de Coordenação e Produção de Moda da Magestil, até me aperceber que, dentro da Moda e da Arte, as joias são a minha verdadeira paixão.

Há uma nova geração de criadores a vingar cá dentro e a brilhar lá fora… Considera que os últimos anos têm sido generosos para a joalharia portuguesa?
Sim, sem dúvida. O surgimento de uma nova geração de joalharia de autor veio revolucionar o setor da joalharia nacional. Esta nova visão impulsionou a criação de organizações de joalheiros, nomeadamente a AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, que vieram ajudar os novos criadores a expandir os seus negócios cá dentro e lá fora.

“(…) a nova geração de joalheiros fez com que os clientes passassem a procurar mais peças feitas à sua medida, com design e, muitas vezes, únicas”.

A joalharia de autor começa a ser vista com outros olhos?
Sim. O surgimento desta nova geração de joalheiros fez com que os clientes passassem a procurar mais peças feitas à sua medida, com design e, muitas vezes, únicas. Cria-se, frequentemente, uma relação direta entre o cliente e o designer, que é muito interessante e contribui para que a peça seja ainda mais original.

Projetos para o futuro
Além da expansão da minha marca em Portugal, isto é, colocar as minhas peças à venda em outras lojas, gostava de alargar a minha base de clientes para fora de Portugal e, quem sabe, no futuro, ter o meu próprio atelier-Loja.

Que conselhos dá a quem quer entrar no setor?
Que sejam originais, que se desafiem diariamente e que não desistam perante algumas adversidades que surgem no caminho.

Respostas rápidas:
Maior risco: Ser empreendedor.
Maior erro: Duvidar da minha vocação.
Maior conquista: Abertura do meu próprio atelier.
Maior lição: Nunca deixar de aprender e estar sempre atento a novas tendências da indústria.

 

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