O “desporto rei” está no centro do mundo por estes dias. Mas nem só de futebol se faz o Mundial do Catar. A tecnologia também tem uma palavra a dizer. Eis alguns exemplos de inovações tecnológicas dentro e fora das quatro linhas.

Dizem os especialistas que o Campeonato do Mundo de Futebol do Catar, a decorrer até dia 18 deste mês, reúne condições para ser um dos mais tecnológicos de sempre. As inovações com que têm surpreendido o mundo são inúmeras, e não falamos apenas da imponência dos estádios.

Dentro e fora das quatro linhas dos relvados, vejamos algumas das inovações tecnológicas que prometem melhorar não só a experiência de jogo dos futebolistas em campo, como também de quem assiste aos jogos.

A bola Al Rihla
Figura central de qualquer jogo, a bola oficial do mundial de futebol está mais tecnológica do que nunca. É equipada com um sensor de movimento, o Adidas Suspension System, que fornece dados 500 vezes por segundo. Colocado no interior da bola, o dispositivo permite avaliar cada movimento da bola e, desta forma, melhorar a qualidade e a velocidade das decisões do VAR.

Aplicação FIFA Player
Os jogadores do Mundial têm acesso à aplicação FIFA Player, que lhes fornece informações – capturadas por uma equipa de analistas especializados – sobre seu desempenho em campo a seguir a cada jogo. Através do Fifa Player, o atleta fica a saber, por exemplo, a pressão que aplicou num adversário, quanto se moveu para receber a bola, os locais em que recebeu passes ou o número de ações acima de 25 km/h.

Tecnologia de impedimento semiautomática
Outra inovação tecnológica do Mundial é o que designam de impedimento semiautomatizado, uma tecnologia que permite que os árbitros de vídeo e em campo tomem decisões mais rápidas e precisas. O sistema está equipado com inteligência artificial e utiliza 12 câmaras montadas sob as coberturas dos estádios para rastrear a bola e até 29 pontos de dados de cada jogador.

As informações são recolhidas 50 vezes por segundo e fornecem um alerta de impedimento automatizado para os árbitros sempre que um jogador está numa posição irregular. A informação é gerada em animação 3D, exibida nos ecrãs dos estádios e disponibilizada aos parceiros de transmissão da FIFA para explicar melhor a decisão do árbitro.

Bonocle e Feelix Palm
Os adeptos de futebol com deficiências visuais podem aproveitar melhor os jogos graças às tecnologias Bonocle e Feelix Palm, introduzidas este ano. A Bonocle é uma plataforma de entretenimento em braille que recorre a funcionalidades de transcodificação e tecnologias Bluetooth. Por sua vez, o Feelix Palm é um comunicador com recursos táteis que, através de impulsos elétricos, fornece mensagens em braile aos deficientes visuais sem restringir os seus movimentos físicos nem a sua audição.

Tecnologia de arrefecimento dos estádios
Devido às altas temperaturas do Catar e para garantir o conforto térmico durante os jogos, alguns dos estádios, sete mais exatamente, dispõem de tecnologia de refrigeração avançada de forma a que se mantenham nos 20°C. O sistema usado recorre a uma combinação de isolamento e arrefecimento direcionado apenas os locais onde as pessoas estão. Este modelo adotado é considerado pelos especialistas, 40% mais sustentável e mais eficiente energeticamente, comparativamente às técnicas convencionais.

Câmaras de vigilância
Em questões de segurança, os centros de comando e controle do Catar também não deixam os seus créditos em mãos alheias. Os estádios estão equipados com mais de 15 mil câmaras para rastrear os movimentos das pessoas durante os jogos. Os algoritmos são usados para tentar evitar tumultos no estádio e revelam dados acerca da venda de bilhetes e sobre os locais por onde os adeptos entram.

Outra particularidade é o facto do Lusail Stadium, com capacidade para receber 80 mil pessoas, e que será palco da final do mundial, estar equipado com tecnologia de reconhecimento facial que permite rastrear os adeptos.

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