Nasceu em Itália, viveu 21 anos no Brasil e há um ano que Maurizio Calcopietro vive em Lisboa. É empresário na área da tecnologia e um investidor que está de olhos postos na Europa. Em novembro vamos vê-lo de novo na Web Summit.

Maurizio Calcopietro é CEO do COREangels Atlantic, um grupo de business angels, sediado em Portugal, que apoia start-ups brasileiras a internacionalizarem os seus negócios para a Europa via Portugal, e cofundador de uma empresa de consultoria em TI brasileira, o CIO Institute, organização formada por executivos que oferecem serviço de assessoria estratégia a PMEs.

Foi diretor de TI durante de 19 anos na Ferrero do Brasil. É Licenciado em Ciências da Computação e tem um MBA em Gestão Empresarial. A poucos dias de marcar presença na Web Summit, o business angel falou com o Link To Leaders sobre as start-ups em que mais investiu e o que procura neste momento.

O que espera da Web Summit 2019?
Esta será a minha terceira vez na Web Summit. O que espero principalmente é fortalecer o meu networking e encontrar boas start-ups e outros investidores (business angels e venture capilatists).

Enquanto investidor, o quequer ver num pitch?
É importante a clareza da apresentação, identificando o problema e a solução do mesmo, o diferencial competitivo, o tamanho do mercado  – local e global –  e a equipa.

“Ser business angel é muito gratificante, porque, além do eventual retorno financeiro, o que importa é a satisfação em contribuir para crescimento de uma start-up investida e que recebeu mentoria, o chamado smart money”.

De empreendedor a investidor. Como se envolveu na atividade de business angel?
Antes de ser investidor, fui durante muito anos diretor executivo de TI do mundo corporativo. Ser business angel é muito gratificante, porque, além do eventual retorno financeiro, o que importa é a satisfação em contribuir para crescimento de uma start-up investida e que recebeu mentoria, o chamado “smart money”.

Qual é a sua filosofia de investimento?
Como sempre comento, aposto mais no “jockey” que no “cavalo”, ou seja, o mais importante é o perfil, as competências e a complementaridade da equipa, principalmente dos cofunders. A ideia ou o produto pode sempre mudar, mas o que importa é a qualidade dos empreendedores.

O que procura numa start-up quando a avalia para um potencial investimento?
Há uma série de fatores que tenho em atenção, tais como por ordem de importância: primeiro a equipa – este é o fator mais importante (sobretudo os soft skills); depois a existência da solução de um problema e o potencial de mercado; o potencial de exit e, por fim, as projeções financeiras.

“O ambiente [em Portugal ]está favorável para uma start-up local ou estrangeira validar o produto e o mercado é uma porta de entrada na Europa”.

O que pensa do ecossistema de start-ups português?
Muito interessante. O ambiente está favorável para uma start-up local ou estrangeira validar o produto e o mercado é uma porta de entrada na Europa.

Qual seria o seu conselho para quem está a pensar tornar-se num investidor?
Quano falamos de investidor anjo (ou business angel), é importante ter disponibilidade e vontade em se envolver, em dar mentoria e ajudar as start-ups investidas a crescer. Sugiro que façam parte de uma rede de business angels já existente para conhecer como funciona, para se integrarem  no ecossistema e para diminuir o risco do investimento.

Quais as áreas onde mais investiu?
Já investi em start-ups de várias áreas, seja no Brasil, seja em Portugal. Atualmente sou CEO de um grupo de business angels, o COREangels Atlantic, que investe em start-ups brasileiras que querem se internacionalizar na Europa através Portugal. Já temos uma start-up investida e estou bastante otimista com este início.

“A start-up investida pela COREangels Atlantic é uma retailtech que se chama Sizebay e que agora iniciou a sua operação em Portugal/Europa. O seu produto é um provador virtual de roupa e calçados para e-commerce e já tem otimos clientes no Brasil”.

De que start-up se trata?
A start-up investida pela COREangels Atlantic é uma retailtech que se chama Sizebay e que agora iniciou a sua operação em Portugal/Europa. O seu produto é um provador virtual de roupa e calçados para e-commerce e já tem otimos clientes no Brasil.

Pode enumerar outras start-ups em que tenha investido no Brasil e também em Portugal?
No Brasil investi individualmente em algumas start-ups, entre as quais: uma retailtech, a Neomode; uma legaltech, a Contraktor e uma costrutech, a Play2Sell. No Brasil investi via uma rede de business angels, a Curitiba Angels, em outras start-ups, nomeadamente duas fintechs, a Transfeera e a Troco Simples, e uma deliverytech, a James Delivery, que foi adquirida por um grande grupo de retalho brasileiro.

Em Portugal, faço parte da rede da REDangels e investi no portfólio de start-ups que pode encontrar no site www.redangels.pt.

De que forma o COREangels Atlantic investe em start-ups brasileiras que se querem internacionalizar na Europa através  de Portugal?
A COREangels Atlantic é um grupo de business angels que investe “smart money” na filial portuguesa (que já existe ou que vai ser criada) da start-up brasileira que quer entrar no mercado europeu.

Qual é o objetivo do COREangels para o futuro?
O obietivo é de ampliar o nosso grupo com novos business angels lusófonos, com perfil “smart money”, e investir num bom portfólio de start-ups brasileiras com produtos globais.

 

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