Opinião

O futuro não tem diploma: tem atitude

Ricardo Soares, CEO da Apollotec

Durante décadas, fomos educados a acreditar que o sucesso dependia de um diploma. A pergunta “o que é que vais ser quando fores grande?” transformou-se numa espécie de sentença, como se escolher um curso fosse escolher um destino. Mas o mundo mudou. E, com ele, mudou também a forma como aprendemos, trabalhamos e construímos futuro.

Hoje, já não é o diploma que abre portas. É a capacidade de pensar de forma criativa, de resolver problemas reais e de nos adaptarmos à velocidade com que tudo se transforma. O que define o futuro não é o que estudámos, mas o que fazemos com o que aprendemos dentro e fora da sala de aula.

O fim do caminho único

Durante muito tempo, o percurso “tradicional” parecia o único possível: escola -universidade – emprego – carreira.
Mas o século XXI veio baralhar esse guião.

As novas gerações já não querem apenas estabilidade, querem propósito. Procuram liberdade, impacto e equilíbrio. Muitos não se revêm nos moldes convencionais do ensino, e isso não significa falta de ambição, significa que o modelo linear deixou de servir todos.

Há quem descubra a sua paixão num curso técnico, quem aprenda sozinho através da internet, quem crie um negócio com base numa curiosidade ou quem mude de área aos 40 anos. E todos eles têm algo em comum: a vontade contínua de aprender.

O mercado já não quer títulos, quer competências

As empresas estão a viver uma revolução silenciosa. Antes, o recrutamento baseava-se em currículos e certificados. Hoje, o foco é outro: o que sabes fazer e como fazes.

Saber resolver um problema, comunicar, trabalhar em equipa, pensar criticamente… essas são as novas moedas de troca. E quem domina competências digitais, criativas e comportamentais ganha vantagem num mercado cada vez mais competitivo. É por isso que vemos programadores sem curso superior a liderar projetos tecnológicos, designers autodidatas a criar marcas globais e empreendedores de áreas improváveis a conquistar espaço.

O sucesso deixou de ser sobre “onde estudaste” e passou a ser sobre o que construíste. Mas existe empresas que não estão preparadas para essa conversa.

Estudar é o ponto de partida, mas o futuro constrói-se no caminho.
Não é o diploma que garante sucesso, é a mentalidade. A vontade de fazer diferente, de testar, de aprender com os erros e de se adaptar às novas exigências.

Afinal, o mercado valoriza quem pensa, quem cria e quem age.
E, mais do que nunca, está tudo bem mudar de rota, desde que continues em movimento. O teu futuro não está preso ao que estudaste e sim está ligado ao que escolhes fazer com isso.

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Ricardo Soares

Ricardo Soares

Ricardo Soares, de 25 anos, é o CEO da Apollotec, empresa tecnológica fundada em 2016 que se tem destacado como uma das Top 5% Melhores PME de Portugal e distinguida como a Agência Digital do Ano 2025, pelos Prémios Lusófonos da Criatividade. A sua liderança é marcada por uma visão inovadora e pela valorização da experiência prática acima dos títulos académicos, acreditando que o verdadeiro valor de um profissional reside nos conhecimentos adquiridos e na capacidade de aplicar soluções no... Ler Mais..

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