“A Boost It poderá apresentar em breve uma nova marca especializada no setor das tecnologias”, revelou Bruno Ribeiro, sócio fundador da Boost IT, em entrevista ao Link To Leaders, apontando como previsão de faturação para este ano os 7 milhões de euros.

No primeiro ano – e com apenas nove meses de atividade – faturaram 1 milhão de euros. Passado um ano, em 2019, faturaram 5,4 milhões euros. Mas a ambição desta tecnológica portuguesa que conta com Manuel Tarré, dono da Gelpeixe, na equipa, não fica por aqui.

Este ano, a previsão é chegar aos 7 milhões, mais 30% em comparação com o período homólogo, revela Bruno Ribeiro, sócio fundador da Boost IT, cujos “clientes são empresas de referência no mercado português e internacional, tipicamente clientes com Centros de Nearshore ou Excellence Centers em Portugal.

Até que ponto e em que moldes veio a pandemia alterar a forma de trabalhar na Boost IT?
A Boost It é uma empresa muito ágil, flexível e moderna, e que acompanha as tendências do mercado e das tecnologias em específico. Por outro lado, a maioria dos nossos clientes por regra já antes da pandemia autorizava o trabalho remoto, por isso apenas tivemos que nos ajustar para uma escala maior com 100% de colaboradores a trabalhar a partir de casa. Procurámos sempre garantir que todos tinham condições para desempenhar as suas funções de acordo com o esperado. Felizmente, a adaptação correu muito bem e agora, seis meses depois, todos continuam em remote.

A Boost IT sempre foi uma empresa muito próxima dos seus colaboradores, mas mesmo assim sentimos a necessidade de criar métodos de conseguir reforçar esta proximidade e de apoiar todos os nossos colaboradores nestes tempos tão complicados.

Que processos tiveram de implementar ou adaptar?
Além de criar rotinas de um acompanhamento muito próximo e personalizado dos nossos colaboradores atuais, as grandes alterações ao nível de processos verificaram-se com novos colaboradores e com o seu processo de On-Boarding que passou a ser também ele quase 100% remoto. Para todos os colaboradores foram também criadas uma série de iniciativas para ajudar no seu acompanhamento.

“Do lado da Boost It sentimos um aumento na procura de perfis altamente experientes ligados ao setor digital, e que possam trabalhar em projetos de transformação digital, visto que os canais tradicionais agora não são a melhor opção”.

Nos últimos meses, o que mudou nas contratações e na procura de talentos na Boost IT?
Do lado da Boost It sentimos um aumento na procura de perfis altamente experientes ligados ao setor digital, e que possam trabalhar em projetos de transformação digital, visto que os canais tradicionais agora não são a melhor opção. Do lado dos potenciais colaboradores sentimos que existe mais receio na mudança e que estão muito mais atentos e curiosos sobre os projetos e perspetivas de evolução.

Como desde o nosso início que temos vários projetos de referência nacional e internacional em particular no setor digital, acabámos por beneficiar com esta situação, reforçando a nossa presença neste tipo de projetos e com a contratação de novos colaboradores altamente qualificados.

De que forma a área de recrutamento teve de se reinventar em Portugal após o surgimento da pandemia?
O mercado retraiu-se bastante em grande parte porquena sua generalidade está na expetativa de ver o que vai acontecer e, por isso, muitos projetos foram colocados on-hold. Sentimos que os clientes estão mais exigentes com as contratações, até preferem contratar perfis mais séniores e, desta forma, mais caros, mas exigem muito mais qualidade e experiência do lado dos candidatos.

Sentimos que o mercado se está a ajustar, mas quem é realmente bom vai certamente nesta altura encontrar excelentes oportunidades, visto que a maioria das empresas precisa de inovar e de criar novas formas de vender os seus produtos e serviços. E para tal precisa dos melhores profissionais no mercado.

“Projetos em regime de Nearshore ou Extended Teams estão a aumentar porque oferecem flexibilidade e competências técnicas aos clientes para ajustar as suas equipas, de acordo com necessidades e assim minimizando o nível de risco assumido face à incerteza da evolução no mercado”.

Que soluções podem fazer a diferença?
A grande diferença é que os clientes que nos procuram querem serviços altamente qualificados, querem compromisso de entrega e qualidade. Claramente modelos tradicionais como o Outsourcing através de uma consultora altamente especializada que permita aos clientes chegar a profissionais do mercado que de outra forma não estariam acessíveis. Projetos em regime de Nearshore ou Extended Teams estão a aumentar porque oferecem flexibilidade e competências técnicas aos clientes para ajustar as suas equipas, de acordo com necessidades e, assim, minimizando o nível de risco assumido face à incerteza da evolução no mercado.

Serviços qualificados?
Sem dúvida, cada vez mais os nossos clientes procuram serviços especializados. Querem subcontratar um parceiro, mas ter a certeza de que o serviço e os objetivos são cumpridos.

Hoje em dia, quais são os grandes desafios para atrair e reter talento?
Os grandes desafios de retenção de talento no setor das tecnologias passam por ter projetos com um core tecnológico desafiante e moderno, que permita aos nossos colaboradores ter contacto com as mais recentes tecnologias. Aliado a isto, claro, é importante ter projetos desafiantes e onde exista margem de evolução salarial e funcional.

As funções ligadas às tecnologias continuam a ser as mais solicitadas?
Nós só trabalhamos com tecnologia, mas do que conhecemos no mercado claramente é um dos setores de atividade mais dinâmico nos dias que correm.

Equipa Boost IT

Equipa Boost IT

Atualmente, o que move as pessoas na procura de trabalho? Compensação salarial? Condições de trabalho…
No setor da tecnologia é o projeto em si; o core tecnológico do projeto, mas também a componente salarial e possibilidades de carreira.

Que conselhos dá a quem procura seguir uma carreira nas áreas das TI?
Que comecem bem, ou seja, que iniciem o seu percurso na função e tecnologias que realmente gostam e os entusiasma.

” No entanto acredito que nunca irá deixar de existir a componente humana associada ao processo de recrutamento, porque o recrutamento é também relações humanas. Mais do que competências técnicas, também as soft skills são essenciais para se efetuar um recrutamento de sucesso”.

O futuro do recrutamento será tecnológico?
Sim, cada vez mais. No entanto acredito que nunca irá deixar de existir a componente humana associada ao processo de recrutamento, porque o recrutamento é também relações humanas. Mais do que competências técnicas, também as soft skills são essenciais para se efetuar um recrutamento de sucesso.

Haverá uma maior facilidade em atrair e recrutar mais talento internacional?
Sim, claramente que sim. Portugal é um país muito atrativo no setor das tecnologias para quem procura um projeto internacional. No entanto, acredito que a situação do Covid vai criar algumas inseguranças no processo de mudança internacional, acima de tudo para um país que esteja a ser mais afetado pela pandemia.

Por outro lado, e sendo Portugal um país muito seguro se comparado com outros países, acredito que estaremos na linha da frente como destino de eleição de profissionais quando pretendem um projeto internacional.

Prevê que a tecnologia possa vir a permitir analisar microexpressões ou gravar entrevistas para posterior análise?
Entrevistas remotas ou gravadas é algo que várias empresas já usavam no seu processo de contratação antes do Covid-19, mas claramente agora será prática mais generalizada no mercado, ainda que tal não dispense várias entrevistas com os candidatos, porque agora os clientes estão muito mais rigorosos com quem contratam para os seus projetos.

Que balanço faz destes três anos de atividade da Boost IT?
O nosso balanço destes três anos é muito positivo e felizmente temos estado sempre acima dos objetivos. Queremos e ambicionamos continuar a crescer de forma sustentada nos próximos anos. Os nossos resultados só foram possíveis com muito trabalho e dedicação de toda a nossa equipa e colaboradores, mas também porque quando criámos a Boost IT estávamos confiantes de que seria um projeto de sucesso, não só pela nossa experiência, pelos investidores que temos, mas pela equipa que começou connosco que é uma equipa muito sénior e altamente competente.

Trabalhamos com pessoas e com clientes excecionais, que nos desafiam e exigem muito, mas que são também parte essencial deste crescimento.

“A nossa faturação é um espelho da nossa ambição e resultados. Se em 2018, o nosso primeiro ano faturámos cerca de 1 milhões (em 9 meses), em 2019 faturámos 5,4 milhões (o nosso primeiro ano completo). Para 2020 esperamos uma faturação na ordem dos 7 milhões”.

Quanto faturaram no ano passado e quanto preveem faturar este ano?
A nossa faturação é um espelho da nossa ambição e resultados. Se, em 2018, no nosso primeiro ano faturámos cerca de 1 milhões (em 9 meses), em 2019 faturámos 5,4 milhões (o nosso primeiro ano completo). Para 2020 esperamos uma faturação na ordem dos 7 milhões.

Quem são os clientes da Boost IT?
Os nossos clientes são empresas de referência no mercado português e internacional, tipicamente clientes com Centros de Nearshore ou Excellence Centers em Portugal, com os quais temos uma relação de estreita parceria. Temos vários projetos inovadores para clientes internacionais que são líderes mundiais nos seus mercados, tais como Food & Beverage; Travel & Tourism; Banking; Retail, Automotive, entre outros.

Qual é a vossa estratégia para os próximos meses?
A nossa estratégia passa por continuar a investir e crescer. Estamos a fazer um rebranding completo à marca, e a adaptar a nossa oferta de serviços e especializações às tendências do mercado. Por outro lado, e como forma de acompanhar o nosso crescimento, estamos a trabalhar para garantir que a Boost IT mantém a sua cultura de flexibilidade e proximidade com os seus colaboradores e clientes.

Projetos para o futuro…
A Boost It poderá apresentar em breve uma nova marca especializada no setor das tecnologias.

 

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