A atividade de franchising representou quase 3% do PIB do ano passado e é responsável por cerca de 130 mil postos de trabalho.

Quando comparado a 2016, o universo do franchising registou um crescimento nos principais indicadores de atividade. As conclusões são do 23.º Censo do Franchising. Os números de 2017, apresentados no âmbito da Expofranchise, revelaram o aparecimento de 40 novas marcas a operar em Portugal, o que perfaz um total de 610 insígnias que dispõem deste modelo de negócio em território nacional. A este aumento, juntam-se ainda os mais de 11 mil novos postos de trabalho criados e o aumento do volume de negócios em 324 milhões de euros.

No que diz respeito à distribuição setorial, os serviços garantem o primeiro lugar do pódio, correspondendo a 57,7% dos negócios neste formato – um número que se mantém em concordância com os anos anteriores. O comércio e a restauração mantêm o segundo e terceiro lugar, com 29% e 13,3%, respetivamente.

Segundo o censo, os conceitos nacionais de franchising continuam a dominar o mercado, representando uma fatia de 66%. No entanto, o relatório destaca a internacionalização das marcas espanholas para o território português, que já correspondem a 17,9% do mercado.

O estudo revela também a predominância dos negócios de baixo investimento – correspondentes a valores iguais ou inferiores a 25 mil euros -, que detinham 43,6% no ano passado. É, no entanto, de salientar que o escalão de investimento entre os 25 mil e os 50 mil euros registou um aumento positivo na ordem dos 4% face a 2016.

No campo das competências, o ranking do censo foi liderado pelo espírito empreendedor. Neste campo, a grande novidade é o facto de a capacidade financeira ser o segundo fator mais valorizado pelas marcas de franchising. No último lugar do pódio surge o perfil comercial.

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