Uma empresa transformou um navio de cruzeiro num escritório flutuante para trabalhadores de tecnologia à medida que a indústria muda para o trabalho remoto. Os camarotes podem ser ocupados já em janeiro de 2021.

A Ocean Builders, empresa que constrói “casas flutuantes soltas em cápsulas sobre o mar”, comprou um antigo navio de cruzeiro australiano que batizou de “Satoshi”  e que pretende transformá-lo no próximo destino para o trabalho remoto em alto mar, na Costa do Panamá.

O cruzeiro foi construído a pensar nos amantes e investidores da criptomoeda, mas também destina-se a ser um espaço para empreendedores, nómadas digitais ou start-ups, avança a Business Insider.

Em comunicado, o diretor de operações da Ocean Builders, Chad Elwartowski, disse que o navio será um centro de inovação, oferecendo um espaço único no qual empreendedores de criptomoedas poderão criar e fazer networking.

O cruzeiro tem capacidade para acolher duas mil pessoas nos 777 camarotes e conta com uma área de mais de 400 mil metros quadrados. Os hóspedes poderão usufruir de ginásio, aulas de ioga e meditação, piscina e até de uma pista de corrida.

A empresa de cruzeiros destaca que o navio poderá ser uma opção segura devido à pandemia: “Bem gerido, pode ser o lugar mais saudável e seguro do mundo para se viver”, lê-se na página oficial. Ainda de acordo com o site da empresa, o navio usará “os mais recentes padrões de saúde e segurança da indústria de cruzeiros”, como testes a bordo.

Os preços variam entre os 25 mil dólares (cerca de 20 mil euros) e os 50 mil dólares (40 mil euros) e os primeiros quartos começam a ser leiloados a 5 de novembro. As inscrições podem ser feitas na página oficial.

O navio ficará atracado na costa do Panamá e os primeiros hóspedes do cruzeiro podem começar a fazer as mudanças já em janeiro do próximo ano.

O navio foi construído em 1991 com o nome de Pacific Dawn e desde então era operado pela Princess Cruises e P&O Australia. A Carnival Corporation, empresa controladora da P&O, decidiu vender o navio devido ao impacto da pandemia na indústria de cruzeiros.

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