Tão verdade!!!
Numa altura em que se fala tanto do envelhecimento ativo, e onde oldie começa a ser trendy, é altura de parar para pensar sobre o valor da experiência.

Been there, done that!
Até a adolescentes ouvimos esta expressão.
Mas a sua verdadeira dimensão só se revela quando olhamos para o acumular de vivências de alguém que já viveu tempo significativo.

Se para alguém for ofensa ser, num contexto profissional, deixado de fora por ser mais novo… é sinal que de facto as coisas estão a mudar.
Mas arrisco, e para poder ter um denominador para a argumentação que segue, estabeleci como idade mínima para ser considerado experiente os 50 anos.
Abaixo dessa idade não qualificam…

A sabedoria da idade foi, durante tempos imemoriais, respeitada e venerada.
Os anciãos, em civilizações em todos os tempos e geografias, foram considerados fonte inigualável de experiência e por isso os seus conselhos procurados e respeitados.
O aprendizado, sob todas as suas formas, punha em contacto o mestre e o seu aprendiz (que não o de feiticeiro…), num processo de transmissão de conhecimento gradual e bem sedimentado, valioso para os próprios e para as organizações em que se inserem

Mas a dada altura – e acho que sem nos apercebermos bem do porquê… – entrou na civilização ocidental a cultura da juventude, e o valor da sabedoria foi destronado pela capacidade de adaptação, velocidade de reação, energia disponível, conhecimento recente… e tantas e tantas outras características que estão indubitavelmente mais presentes nos mais novos

Perdemos, nessa altura, o conselho!
Conselho que não somos obrigados a seguir, mas que tanto nos pode ajudar.
Conselho sábio, porque resulta de muita experiência acumulada.
Conselho prudente, de quem já viu e viveu muito.
Conselho útil, porque evita erros que foram cometidos antes.
Conselho honesto, porque dado por quem não tem interesse individual no resultado da sua aplicação.
Conselho valioso, por ter origem em quem aprendeu a ver mais longe, a procurar a floresta e não a árvore, em olhar para o futuro e não apenas para o imediato.

E com ele, perdemos um apoio valiosíssimo e deitamos fora muito e muito valor nas organizações
Mas, felizmente para todos, os ciclos não param.
E estamos no limiar de voltar a dar valor à experiência e conhecimento que decorre da idade, e a reconhecer que, para além da inteligência e do conhecimento… a experiência também conta!

O papel de Mentor, tão necessário para um desempenho de excelência na nossa vida profissional,  só pode ser desempenhado por alguém a quem reconhecemos capacidade de nos ajudar e respeitamos.
Porque, para ser de facto útil e relevante, tem de actuar como Pai – educando, como Professor – ensinando, e como Polícia – verificando o que fazemos e chamando a atenção para os desvios e erros que cometemos.

A antiguidade é um posto, sim!
Quando falamos de experiência e de conhecimento adquirido por desempenho.
Quando pensamos em sabedoria e ponderação.
Quando o importante é o interesse da organização.
Quando o objectivo é ajudar quem tem de executar..
E 50+ uma garantia de que o que se diz faz sentido e é útil!

Obrigada, Rosalina Machado, por nunca me ter deixado esquecer o valor dos conselhos e a necessidade de ouvir quem já viveu mais do que eu!

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Sobre o autor

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Maria do Rosário Pinto Correia é regente da disciplina de Marketing in The New Era (licenciatura em Business Management) na CLSBE. Coordena, ainda, 3 programas de Executive Education - PGV - Programa de Gestão de Vendas, EI - Estratégias de... Ler Mais