A GuiaBolso, uma aplicação mobile de serviços financeiros, recebeu um investimento repartido por seis fundos.

Apesar do Brasil ser uma das economias mais fortes do mundo, nos últimos anos a situação económica foi-se deteriorando depois de vários escândalos que envolveram altos quadros do governo e das maiores empresas do país.

Independentemente da situação atual, o ecossistema de start-ups brasileiro está bastante forte. Prova disso é a GuiaBolso, que este mês recebeu um investimento que ultrapassa os 33,5 milhões de euros para expandir as suas operações. Os investidores foram os fundos Vostok Emerging Finance, Ribbit Capital, IFC, QED Investors, Endeavor Catalyst e Omidyar Network.

Este capital será utilizado em três pontos. A primeira iniciativa será aumentar o número de utilizadores, que já superam os 3,5 milhões. A start-up brasileira quer também aumentar a sua plataforma de empréstimo de dinheiro, onde oferece opções mais baratas que os bancos e, por último, quer desenvolver mais produtos.

Ao Época Negócios, um dos sócios da empresa, Benjamin Gleason, referiu que “além do empréstimo pessoal, a ideia é começar a oferecer produtos como investimentos e cartão de crédito por meio de parcerias com outras instituições financeiras, possivelmente com fintechs”, acrescentando ainda que o objetivo da start-up brasileira passa também por “tornar cada vez mais a GuiaBolso uma aplicação essencial para o consumidor tomar todas as decisões financeiras num só lugar, seja em relação ao orçamento, ao crédito ou aos investimentos”.

Dave Nangle, diretor geral da Vostok Emerging Finance, um dos fundos que apoiou a expansão, explicou, em comunicado, que “o Brasil oferece uma das melhores oportunidades para o setor fintech a nível global”.

Antes deste investimento, a GuiaBolso já tinha recebido perto de 58 milhões de euros. Esta aplicação poderá desempenhar um papel importante no desenvolvimento da economia brasileira, visto que, para além de fazer um plano detalhado de gestão financeira, oferece empréstimos a custos mais baixos que as instituições bancárias do país.

Num panorama geral, as fintechs vão desempenhar um papel fundamental na transformação dos serviços bancários. O CEO da Auka, uma start-up da mesma categoria da GuiaBolso, referiu que em 2018 vão haver muitas aquisições por parte dos bancos a este género de empresas.

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