Antigamente, tínhamos a impressão que algumas empresas eram indestrutíveis, pelo seu tamanho, número de funcionários e produtos que vendiam. Essa ideia está a desvanecer-se rapidamente de alguns anos para cá.

As empresas eram, são e serão os pilares importantes no desenvolvimento da sociedade. Mas com o passar do tempo, tudo está a mudar. As empresas inteligentes têm de estar preparadas e permanentemente informadas ao segundo do estado da concorrência, do PIB de alguns países, nomeadamente de Portugal (se a base fiscal for cá), Estados Unidos, Alemanha, entre alguns outros países. Saber das mudanças das leis, das tendências do consumidor, entre outras áreas, para não serem velozmente ultrapassadas pela concorrência global.

Sim, as empresas estão num paradigma de dúvida assente no medo do amanhã. Ou ficam pequenas e cada vez mais pequenas, ou vão para a enorme selva da globalização.

Então como fazemos? – É uma pergunta que muitos dos meus clientes me fazem.

As empresas inteligentes tentam criar valor aos seus consumidores (B2B ou B2C) para estes retribuírem monetariamente ou dando referências dos produtos ou serviços das ditas PME inteligentes. No fundo, baseia-se na construção de uma estratégia competitiva que envolve todo um processo de análise setorial e estabelecimento de vantagens competitivas.

Essas vantagens competitivas são os fatores de criação de valor que vão distinguir a empresa da concorrência. A estratégia deverá ser o ponto de diferenciação, em duas áreas fundamentais: o marketing offline e online. A tecnologia é importante na decisão de um custo mais baixo ou então de uma maior diferenciação nos produtos ou serviços. A era digital está a crescer de uma forma inabalável e está sim, indestrutível.

As empresas já ativaram o caminho da transformação digital. Encontramo-nos na era silenciosa ou digital, o que obriga a um impacto fortíssimo ao nível dos diferentes modelos de negócio. Já nada era como antes. A própria cultura empresarial das empresas portuguesas tem de saber evoluir, adaptar-se para estes tempos modernos. A redefinição das culturas empresariais deverá estar ao redor de novos modelos de trabalho mais flexíveis. Senão algumas empresas vão começar a desaparecer na bruma das incertezas…

Mas também temos de ter muito cuidado com os processos estruturais de hierarquias, com novas funções, novos modelos de empregos e ferramentas nos negócios que permitem reduzir custos e aumentar a rapidez no trabalho e na comunicação. Um atraso de uma semana pode pôr em causa a vida de uma empresa ou organização.

Outro ponto importante é saber vender nos tempos de hoje. É fundamental criar um ecossistema de contactos e referências entre clientes, parceiros e empresas que não nos vão comprar nada, mas são importantes no crescimento desse tal ecossistema (venda indireta e inteligente). Quer dizer, as empresas ao criarem uma rede entre empresas forte e sustentável, o crescimento é constante e as vendas também.

O novo plano estratégico deve contar que durante está década, até 2025, os millennials vão representar mais de 50% da força de trabalho das empresas. Ou seja, a força de trabalho que nasceu na era digital.

As empresas nacionais deverão alterar significativamente as políticas de estratégias tecnológicas a pensar no futuro. A necessidade de impulsionar a inovação rapidamente está a forçar as empresas a olhar e a criar novos produtos e serviços para captar rapidamente o novo consumidor que vêm ai.

Caro empresário, o mudar empresarial está em constante mudança. Está preparado para o que por aí vêm?

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Liz Silva é presidente da AMA Empresarial – Associação de Marketing e Atitude Empresarial, proprietário do conhecido Projeto “Liz Silva - Palestras, Workshops e Treinos de Marketing & Negócios” e CEO de uma empresa de Marketing Estratégico. Empreendedor nato, é... Ler Mais