MetaSmile lança Face Scan para apoiar dentistas na apresentação de tratamentos estéticos aos pacientes
O Face Scan permite capturar a face do paciente em 3D através de um iPhone Pro com tecnologia LiDAR, possibilitando a integração dessa informação em softwares como o Exocad para complementar o planeamento digital.
A MetaSmile, um projeto português na área da tecnologia e saúde digital para medicina dentária apresentado ao mercado há cerca de dois meses, continua a inovar com o lançamento de novas propostas tecnológicas para os médicos dentistas. A novidade, apresentada oficialmente esta semana, chama-se Face Scan e está disponível gratuitamente (em iPhone) para todos os profissionais que pretendam utilizá-la. Foi desenvolvida para apoiar os médicos dentistas na comunicação e apresentação de tratamentos estéticos aos seus pacientes, na medida em que permite criar simulações faciais de forma rápida e intuitiva, ajudando os pacientes a visualizar possíveis resultados e a compreender melhor as propostas de tratamento apresentadas em consulta.
Diogo Nunes, Marketing Manager da MetaSmile, sublinha que o projeto Face Scan nasceu da necessidade de tornar a captura facial 3D mais acessível e simples para clínicas dentárias e laboratórios, integrando-se nos fluxos digitais já existentes. “O Face Scan procura facilitar a recolha de informação facial do paciente e melhorar os fluxos de planeamento digital entre clínica e laboratório. Ao integrar a captura facial com o scan intraoral e os softwares de desenho dentário, os profissionais conseguem contextualizar melhor os tratamentos na face do paciente e apresentar planeamentos mais completos e visualmente mais compreensíveis”, explica.
Mas como funciona a tecnologia? O Marketing Manager da MetaSmile esclarece que “o Face Scan permite realizar uma captura facial 3D do paciente através do iPhone. O ficheiro gerado pode depois ser exportado para softwares de laboratório e planeamento digital, como o Exocad. A partir daí, o laboratório ou o profissional pode combinar a informação facial com o scan intraoral e desenvolver o planeamento digital do caso”. Sublinha também que “o Face Scan não gera automaticamente simulações de tratamentos nem substitui o trabalho de planeamento realizado pelos profissionais”.
Uma ressalva: o Face Scan não utiliza inteligência artificial para gerar simulações ou resultados clínicos. A aplicação está focada na captura facial 3D e na integração dessa informação nos fluxos digitais já utilizados por clínicas e laboratórios.
O Face Scan não realiza simulações clínicas de forma autónoma. A informação capturada pode ser utilizada posteriormente em fluxos digitais relacionados com tratamentos estéticos, reabilitações orais, facetas, alinhadores, próteses e outros procedimentos em que a integração facial seja relevante para o planeamento. Entre as principais vantagens destacam-se a facilidade de utilização, a rapidez da captura, a integração com fluxos digitais existentes e a possibilidade de exportação para softwares já utilizados por clínicas e laboratórios.
Apesar de se encontrar numa fase inicial de lançamento, o Face Scan já conta com mais de 100 utilizadores registados, entre médicos dentistas e outros profissionais ligados à medicina dentária digital. Diogo Nunes revelou que “a aplicação tem vindo a despertar interesse junto de profissionais que trabalham com planeamento digital, estética dentária, reabilitação oral e colaboração clínica-laboratorial, precisamente pela facilidade com que permite integrar a captura facial 3D nos fluxos digitais existentes”.
Nesta fase, o foco da MetaSmile passa por recolher feedback dos utilizadores e continuar a aperfeiçoar a solução com base na experiência dos profissionais que a utilizam no dia a dia. Por enquanto disponível apenas para iPhone, a disponibilização para Android também já está em desenvolvimento, prevendo-se que essa versão esteja operacional nos próximos meses.
O Marketing Manager da MetaSmile adiantou que a start-up pretende continuar a desenvolver soluções digitais que contribuam para a modernização dos fluxos clínicos e laboratoriais, promovendo uma maior integração entre tecnologias, profissionais e pacientes. “O objetivo passa por criar ferramentas que simplifiquem processos, aumentem a eficiência operacional e contribuam para uma experiência clínica cada vez mais digital”, afirmou.






