Logística e supply chain marcados pela sustentabilidade e tecnologia em 2026

A sustentabilidade, as cadeias de frio inteligentes, a personalização no último quilómetro, a tecnologia e o employer branding são algumas das tendências que vão marcar o  setor  da logística e supply chain ao longo deste ano, segundo a HAVI.

As cadeias de abastecimento vivem tempos desafiantes, com exigências de sustentabilidade, questões operacionais e transformação tecnológica acelerada que as empresas têm de acompanhar.

A pressão no setor da logística contribui para que se adivinhem algumas tendências que ao longo deste ano, irão marcar esta área de atividade. A HAVI, empresa global com soluções de cadeia de abastecimento para o setor da restauração, identificou algumas.

Sustentabilidade com investimento prioritário
A sustentabilidade vai ganhar mais peso este ano e as empresas devem deixar de a encarar como um projeto isolado, e passar a integrá-la como um pilar operacional e exigência regulamentar. O foco recairá na redução de emissões, na incorporação de energias renováveis, na transição para modelos mais circulares e na otimização de transportes e rotas. A pressão regulatória e o crescente escrutínio público tornam indispensável uma abordagem estruturada, capaz de equilibrar eficiência, responsabilidade ambiental e preparação para novas exigências legais.

Cadeias de abastecimento seguras, resilientes e preparadas
Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, tensões económicas e novas formas de ameaças digitais, a resiliência ganha protagonismo. A capacidade de antecipar cenários e agir rapidamente torna-se decisiva para garantir a continuidade operacional e proteger as empresas de interrupções inesperadas. No setor alimentar e na cadeia de frio, por exemplo, este desafio é ainda mais premente e a gestão diária exige um planeamento cuidadoso e mecanismos que assegurem que nada compromete os produtos ou o serviço prestado.

“Smart Cold Chain”: a cadeia de frio como segmento estratégico
A cadeia de frio assume um papel cada vez mais estratégico, e este ano deve evoluir para se tornar mais inteligente, monitorizada e tecnologicamente avançada. A integração de sensores avançados, sistemas de monitorização contínua e ferramentas de IA permite detetar desvios de temperatura, avaliar riscos operacionais e ajustar processos de forma imediata. Isso reduz perdas, aumenta a eficiência energética e melhora a qualidade do produto, reforçando a confiança dos clientes.

Velocidade, flexibilidade e personalização no último quilómetro
Em 2026, o último quilómetro (last mile) assume um papel ainda mais determinante no desempenho das cadeias de abastecimento. Os clientes valorizam soluções que se ajustem de forma realista ao seu negócio, desde a gestão de horários e métodos de descarga até à resposta a variações de procura e necessidades específicas dos produtos. Esta adaptação será essencial para garantir operações mais estáveis e alinhadas com o ritmo de cada ponto de venda.

É fundamental garantir flexibilidade operacional para uma gestão diária mais inteligente, capaz de acomodar imprevistos, integrar exceções sem comprometer o planeamento global e ajustar a distribuição de forma contínua. Da mesma forma, a velocidade no último quilómetro reforça também a competitividade do setor: uma reposição mais frequente contribui para uma gestão mais eficiente do stock nos clientes, reduzindo ruturas e potenciando vendas.

Tecnologia para aumentar a eficiência
A inteligência artificial, automação, robotização, IoT e analytics são ferramentas essenciais para a otimização das cadeias de abastecimento. Estas tecnologias permitem antecipar disrupções, ajustar processos em tempo real e garantir maior estabilidade. O resultado é uma cadeia de abastecimento mais ágil, conectada e preparada para dar respostas eficientes.

Employer branding como vantagem competitiva
Investir na proposta de valor das empresas, na formação, e em proporcionar bem-estar e condições de trabalho competitivas é igualmente crucial. Em 2026, o employer branding é um fator direto de produtividade, estabilidade operacional e redução da rotatividade, especialmente em equipas operacionais.

“Prevemos que 2026 seja um ano com vários desafios, mas também muitas oportunidades para o nosso setor. Será fundamental que as empresas estejam preparadas para atuar de forma ágil e sustentável,” afirmou Luís Ferreira, Managing Director da HAVI Portugal.

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