Homens priorizam “talento”, as mulheres a “conciliação familiar”, diz estudo
A atração e retenção de talento é prioridade para 35% dos homens em cargos de liderança, enquanto 32% das mulheres identificam a conciliação entre vida profissional e familiar como o maior desafio. Os dados são do estudo “Novos Líderes para Novos Tempos”.
Com base numa amostra de mais de mil líderes e responsáveis de equipas, a análise “Novos Líderes para Novos Tempos”, desenvolvida pela Claire Joster, empresa do Grupo Eurofirms People First (especializada em Executive Search), revela alguns dados pertinentes quanto à forma como homens e mulheres em cargos de liderança encaram a carreira profissional. Constata que 35% dos homens inquiridos apontam a atração e a retenção de talento como a principal prioridade, enquanto as mulheres (32%) assumem como o seu maior desafio a conciliação entre vida profissional e familiar.
Verifica-se assim que atração e retenção de talento (31%), conciliação familiar (30%) e flexibilidade horária (29%) surgem de forma consistente entre as principais preocupações dos líderes inquiridos, e de forma transversal a ambos os géneros, refletindo uma transformação nas exigências colocadas à liderança e uma crescente valorização de modelos de trabalho mais equilibrados.
No que concerne à liderança feminina, os dados da análise mostram que a evolução ainda não se traduz numa perceção generalizada de equilíbrio nos cargos de decisão. Apesar de 35% das líderes inquiridas considerarem que a diversidade e a inclusão são plenamente promovidas nas organizações, apenas 17% reconhece a existência de paridade de género nos cargos de liderança e com responsabilidade.
Sílvia Coelho, National Leader da Claire Joster em Portugal, salienta que “estes dados mostram que o desafio da liderança vai além do acesso inicial aos cargos de decisão. A progressão ao longo da carreira e a consolidação em cargos de maior senioridade são determinantes para um equilíbrio mais consistente, tal como a capacidade de conciliar exigências profissionais e pessoais”. Reforça que “atrair talento, promover equilíbrio e garantir progressão são hoje dimensões interligadas e essenciais para a sustentabilidade das organizações”.








