Ex-quadros portugueses da Revolut e N26 lançam fintech de gestão de património
André Silva e Mateus Mesquita Alves criaram a Quartz, uma plataforma que pretende tornar a gestão de patrimónios mais acessível a uma nova geração de investidores. A empresa está sediada no Reino Unido.
Depois de ajudarem a escalar duas das maiores fintechs europeias, os portugueses André Silva e Mateus Mesquita Alves avançaram para a criação de um projeto próprio. Os antigos altos quadros da Revolut e da N26 acabam de lançar a Quartz, uma fintech sediada em Londres, que pretende tornar a gestão de património mais acessível através de inteligência artificial.
A Quartz nasce com o apoio de uma ronda de financiamento pre-seed de 2,75 milhões de libras (cerca de 3,2 milhões de euros), liderada pela Daphni, com participação da Outward VC e da K Fund. A operação contou ainda com o apoio de investidores como Philippe Gelis, fundador da Kantox, e Gilles BianRosa, antigo Chief Product Officer da N26 e da Kraken.
A Quartz inicia a admissão gradual dos primeiros utilizadores da sua lista de espera no Reino Unido. Disponível para iOS e Android, a plataforma será disponibilizada por convite e de forma faseada, numa estratégia que pretende privilegiar a qualidade da experiência dos novos membros numa fase inicial.
Antes de fundar a Quartz, André Silva liderou a expansão internacional da Revolut, sendo responsável pelo crescimento da empresa em mercados como Brasil, Índia, México, Japão e Nova Zelândia ao longo de quase seis anos. Já Mateus Mesquita Alves integrou a N26 durante mais de cinco anos, onde liderou o desenvolvimento da oferta de investimento em ações e ETFs do banco digital alemão.
Quartz, um private banker digital
Fundada em 2025, a Quartz nasce da convicção de que o acesso a aconselhamento e acompanhamento patrimonial personalizado continua, em grande medida, reservado a uma minoria. Para responder a esse desafio, a empresa desenvolveu uma plataforma que reúne num único local, informação sobre poupanças, investimentos, planos de reforma e outros ativos financeiros, oferecendo aos utilizadores uma visão integrada do seu património.
Através de inteligência artificial, a solução ajuda cada pessoa a acompanhar a sua situação financeira de forma mais simples e informada, destacando informação relevante em função dos seus objetivos e contexto pessoal.
Desde o início de 2026, a empresa tem vindo a testar a sua solução e acompanha atualmente mais de 10 milhões de libras em ativos, o equivalente a cerca de 11,7 milhões de euros. A startup conta hoje com uma equipa de 10 profissionais distribuídos entre Londres, Barcelona e Porto.
“Pequenas diferenças na forma como o dinheiro é gerido podem traduzir-se em diferenças enormes na vida das pessoas ao longo do tempo. O nosso objetivo é colocar mais pessoas do lado certo desse efeito, disponibilizando ferramentas e orientação que historicamente estavam acessíveis apenas a uma minoria”, afirma André Silva, cofundador e CEO da Quartz.
“Durante anos, os serviços de gestão de património mais sofisticados estiveram reservados a uma pequena parte da população. Acreditamos que a tecnologia permite mudar esse paradigma e disponibilizar o mesmo tipo de acompanhamento a muito mais pessoas“, acrescenta Mateus Mesquita Alves, cofundador e CPO da Quartz.







