Entrevista/ “Estamos numa fase de expansão comercial a nível global”
A Colquímica renovou-se: apresenta uma nova marca, uma nova imagem e um posicionamento reforçado. A vice-presidente da empresa falou ao Link to Leaders dos objetivos associados a esta modernização.
É um dos principais players internacionais no desenvolvimento e comercialização de adesivos tecnológicos, marcando presença em mais 60 países, e agora que assinala os 65 anos de atividade, procedeu a um rebranding. A empresa de Valongo prepara-se para novos desafios a nível nacional e internacional.
Acabam de apresentar ao mercado uma nova imagem enquanto Colquímica Adhesives. O que representa esta alteração depois de 65 anos de atividade?
Este rebranding foi preparado ao longo de dois anos, sendo determinante para o futuro da empresa, pois tem como objetivo dotar a marca com uma personalidade global, multicultural e próxima dos nossos parceiros de negócio. Consiste num reforço do nosso posicionamento e dos três pilares que sustentam o nosso ADN: agilidade, proximidade e inovação. Esta nova imagem é um reflexo muito fiel daquilo que somos hoje.
O que vai mudar além do rebranding?
Muda a imagem e muda o nome, mas também há alterações na arquitetura da marca. Foi feita uma restruturação no sentido de se fazer uma segmentação do portfólio por tecnologias de produção e pelos mercados em que a Colquímica Adhesives opera. Criamos, assim, novas marcas de produtos com o intuito de reforçar a especialização nas áreas de negócio em que atuamos, direcionada para cada tipo de cliente. Em termos de processos, mantemos a qualidade e as etapas a que sempre habituamos os nossos parceiros.
Como definiria a nova “personalidade” da Colquímica Adhesives?
Assenta em três pilares: inovação, agilidade e proximidade. Inovação, pois há uma aposta contínua no desenvolvimento de novas soluções, estando a par das mais recentes tendências do setor. Agilidade devido à nossa forma de atuar perante os desafios que nos são colocados. Respondemos com convição e profissionalismo e com a máxima qualidade e viabilidade. Proximidade com todos aqueles com que trabalhamos, em qualquer parte do mundo. Temos uma cultura de criar laços de relacionamento fortes e estáveis. Este rebranding não se trata propriamente da apresentação de uma nova personalidade, mas de um reforço daquelas que são as nossas convições desde há 65 anos, mas numa escala mais global e com um incremento a nível da incorporação de tecnologias de vanguarda, que nos vêm a colocar como trend setter.
Quais os valores que estão na base da vossa atuação?
Ambição e futuro, qualidade, ética e confiança, compromisso, colaboração e eficiência e sustentabilidade.
Quais as dificuldades características do vosso sector de atividade?
Podemos dizer que é um mercado muito fechado, muito tecnológico e sempre atento à inovação. Atualmente, somos o 5.º maior produtor de hot melt na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África). Em 2020 expandiremos o negócio para atingirmos uma dimensão considerável com vista a estarmos bem posicionamos para virmos a ser o 4.º maior player de produtores de colas hot melt.
Ao longo dos anos quais foram as etapas mais emblemáticas e decisivas para a “saúde” empresarial da Colquímica?
Devo destacar os anos 90, quando demos início ao nosso processo de internacionalização e quando alargamos a nossa capacidade de produção, com a construção de duas novas unidades de produção, uma em Portugal e outra na Polónia – que nos permite garantir proximidade e agilidade junto dos países da Europa de Leste. Somos muito comprometidos com estes valores.
Qual o peso dos mercados internacionais no negócio?
Os mercados internacionais pesam mais de 90% da nossa produção.
Algum dos mais de 60 mercados em que estão presentes é particularmente importante?
A Alemanha é, sem dúvida, o nosso principal mercado, seguido da Península Ibérica. Depois, temos igualmente um centro logístico e uma rede comercial própria na Turquia, que serve de ponte com o Extremo Oriente.
Depois de em 2017 terem alcançado um volume de faturação na ordem dos 93 milhões de euros, quais as perspetivas para este ano?
No ano que passou a nossa faturação atingiu aproximadamente 93M€, que correspondem a uma taxa de exportação na ordem dos 92%. Estimamos que, em 2018, esta taxa cresça para os 93%.
E em termos de projetos? Alguma inovação em curso?
Estamos, nesta altura, numa fase de expansão comercial a nível global, a entrar em novos continentes e a trabalhar no sentido de aumentar o volume de vendas na América do Sul e Central.
Respostas rápidas:
O maior risco: a introdução da marca em mercados altamente competitivos e com condicionantes operacionais, burocráticas e bastante elevadas, tais como vendas no Irão, Brasil…
O maior erro: o desenvolvimento de produtos que não corresponderam às expetativas dos clientes e que nos criaram barreiras na expansão em certos nichos de mercados.
A melhor ideia: a aposta em produtos inovadores como a nossa gama de higiene Spraycare.
A maior lição: a aprendizagem para introdução das melhores práticas, para conseguirmos uma aproximação às pessoas para a transmissão dos valores e cultura da Colquímica Adhesives para que as fábricas possam estar em equilíbrio.
A maior conquista: sermos a marca de confiança de mais de 800 clientes com uma taxa de satisfação de 93%.








