A 12.ª edição nacional do prémio criada pela Fundação Yves Rocher para distinguir as mulheres que se destaquem pelas iniciativa em prol do ambiente,  recebe candidaturas até final de setembro.

O Prémio Terre de Femmes, uma iniciativa da Fundação Yves Rocher que anualmente distingue mulheres que se destacam pelos seus projetos sustentáveis, já está a preparar a edição do próximo ano. As inscrições estão a decorrer e podem ser efetuados até dia 30 de setembro.

E em 2021, ano em que cumpre a 12.ª edição, o Prémio Terre de Femmes assinala também o seu 20.º aniversário a nível internacional, período durante o qual tem vindo a apoiar e dar visibilidade a mulheres comprometidas em mudar o mundo em prol do ambiente com projetos na área social, da educação, da proteção ou da biodiversidade.

Na edição de 2020/2021, as candidatas habilitam-se a ganhar um dos três donativos financeiros para aplicarem no seu projeto: um donativo financeiro até 20 mil euros para a vencedora do Prémio em Portugal, assim como do Grande Prémio Terre de Femmes internacional; cinco mil euros para a segunda classificada e três mil para a terceira.

No nosso país, esta iniciativa da Fundação Yves Rocher, irá realizar a sua 12.ª edição, ano em que quer voltar as distinguir as mulheres de “elevada determinação e comprometimento com o Planeta” e que tenham uma Associação, Fundação, ONG ou um projeto próprio sem qualquer fim lucrativo.

Vencedoras de 2020
Este ano, a vencedora do Terre de Femmes foi atribuído a Helena Antónia com o projeto “Vintage for a Cause”. Trata-se de uma marca de economia circular que produz peças de roupa de design exclusivo com recurso a desperdícios têxteis e roupa usada. A par disso, o processo de confeção adoptado por esta empreendedora integra costureiras séniores, já fora da vida ativa, o que se traduz também num projeto de sustentabilidade e inclusão social.

A segunda classificada foi Mariana Valério, com a Bô Energia, um projeto que tem como objetivo, apresentar uma alternativa energética à população de São Tomé e Príncipe, capaz de reduzir a desflorestação ilegal e a poluição proveniente das queimadas.

Ana Pêgo ficou em terceiro lugar com o Plasticus Maritimus. Consiste num projeto de educação ambiental cujo foco principal centra-se na temática do plástico nos oceanos.  Ensinar e sensibilizar para esta problemática, de forma lúdica e artística, sem nunca perder o cariz científico, através da criação de arte com o plástico recolhido nos oceanos e areais, é o seu objetivo.

Anabela Teixeira, mais conhecida pela sua faceta de atriz, recebeu uma Menção Honrosa, devido ao projeto “Voltar à Terra”. Através do seu blogue e do seu livro, esta iniciativa tem como finalidade estimular a troca de ideias e de dinâmicas no que diz respeito às questões ambientais e na sua conexão com o mundo artístico e cívico. Através da arte pretende despertar e consciencializar para o uso de alimentação e práticas mais saudáveis e sustentáveis

Comentários