Economia Social valoriza inclusão e reconhece fragilidades na equidade dos processos de gestão

O estudo nacional sobre Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) revela que atualmente a inclusão é a dimensão melhor avaliada por quem trabalha nas organizações do setor da Economia Social em Portugal.

inclusão é a dimensão mais bem avaliada pelas pessoas que trabalham nas organizações do setor da Economia Social em Portugal, e equidade nos processos de gestão surge como a principal área de melhoria. A conclusão é da versão preliminar do estudo nacional sobre  (DEI), desenvolvido pelo Nova SBE Data, Operations & Technology Knowledge Center no âmbito do projeto Base de Dados Social, que integra a Iniciativa para a Equidade Social – uma parceria entre a Fundação ”la Caixa”, o Banco BPI e a Nova SBE.

Os dados recolhidos no questionário (que ainda está disponível para todas as pessoas do setor social que queiram contribuir para esta análise nacional) apontam para que 67,4% dos participantes percecionem positivamente a cultura de inclusão nas suas organizações e 64,3% avaliem de forma favorável o nível de diversidade existente.

Todavia, a equidade nos processos de gestão, concretamente no que respeita à progressão na carreira, avaliação de desempenho e distribuição de oportunidades, revela maior fragilidade, sendo positivamente avaliada apenas por 45,7% dos inquiridos.

Os resultados preliminares da análise mostram também que 58,5% dos participantes consideram existir participação na tomada de decisão e que 59,4% avaliam positivamente as condições de trabalho e bem-estar. Identificam ainda que as perceções variam de acordo com a função desempenhada, ou seja, em média, 75,3% dos membros da direção ou órgãos de gestão avaliam favoravelmente as várias dimensões analisadas, mas apenas 46,2% dos técnicos e especialistas partilham essa avaliação. Não se registaram diferenças estatisticamente significativas nas perceções em função do género.

Cátia Cohen, Gestora do Projeto, e Susana Lavado, Cientista de Dados Sénior no Nova SBE Data, Operations & Technology Knowledge Center, sublinham que “estes resultados mostram que o setor da Economia Social tem vindo a consolidar uma cultura organizacional mais inclusiva e diversa, mas evidenciam também a necessidade de reforçar a equidade nos processos formais de gestão”. Acrescentam que “garantir transparência e justiça na progressão e na avaliação é essencial para fortalecer a confiança interna e potenciar o impacto social das organizações”.

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