Conheça os cinco conselhos de uma das investidoras presentes no “Dragons’ Den”, que prometem ajudar a sua start-up quando apresentar o seu pitch a potenciais investidores.

Deborah Meaden é bastante conhecida pela população inglesa por participar no programa de televisão “Dragons’ Den”, o equivalente ao português “Shark Tank”. O percurso desta investidora no mundo do empreendedorismo começou bastante cedo. Meaden fez grande parte da sua fortuna nos setores do turismo e da hotelaria.

No palco do Sage Summit, um evento que decorreu no mês passado em Londres, Deborah Meaden “deu uma aula” aos CEO’s de start-ups que estavam presentes e que procuravam investidores.

Estes são os cinco conselhos partilhados por Deborah Meaden:

Pense naquilo que o investidor quer

Já tendo ouvido centenas de pitches enquanto estava no programa, a investidora diz que quase todos os participantes cometeram o mesmo erro: não pensam na necessidade do investidor, naquilo que o investidor procura nem na maneira de devolver o dinheiro. Segundo Meaden, os empreendedores estão mais ansiosos em mostrar o quão bom o produto é. No entanto, o que os investidores esperam da apresentação é conhecer números reais e coerentes que tornem o seu investimento viável.

Meaden aconselha também as start-ups a colocarem-se na pele dos investidores depois de fazerem o seu pitch. “Um investidor quer saber ‘porquê eu?’. Porque é que me quero envolver neste negócio? Porque é que sou o investidor certo para ti?”, refere a investidora. O objetivo é criar o mesmo entusiasmo que sente em relação ao seu produto no investidor.

Não se preocupe em cometer erros

“Os melhores pitches normalmente são os que correm mal. Eu quero ver alguém que realmente perceba do seu negócio. Mesmo que tenham cometido um erro, isso prova que não aprenderam por o ter cometido várias vezes”, explica Meaden.

A investidora utiliza o exemplo de Jordan Daykin, um rapaz de 18 anos que apareceu no programa com uma start-up que arranjava placas de gesso. Apesar do pitch deste jovem ter corrido pessimamente mal, este veio a revelar-se um dos melhores investimentos de Meaden no programa: tendo investido perto de 90 mil euros por 25% da empresa que 18 meses mais tarde valeria mais de 20 milhões.

Este é o exemplo perfeito para mostrar os empreendedores que manter a calma e confiança no seu produto pode superar qualquer obstáculo.

Seja você a gerir o seu negócio

Durante o evento, Meaden revelou que mudou de ideias em relação às pessoas e aos negócios em que investiu. Tendo originalmente começado a investir no produto, Meaden revela-se agora mais astuta, referindo que precisa de sentir que a pessoa tem a personalidade e atitude certa para receber um investimento seu.

“Preciso de pessoas que arrisquem com cabeça, preciso de perceber se eles sabem os mecanismos básicos dos negócios”, acrescentando ainda: “eu devia usar o meu tempo a ajudá-los, não a gerir o negócio deles. Eles [empreendedores]não precisam de estar certos, só precisam de mostrar que têm a habilidade de aprender o que está certo”.

“Keep it simple” – Mantenha as coisas simples

A verdade no mundo dos negócios é a mesma para todos. No “Dragons’ Den” quando a cortina de fecha e o programa acaba o mundo é o mesmo para os empreendedores que conseguiram receber um investimento e para os que não conseguiram.

Mesmo as start-ups ou empresas que conseguiram angariar dinheiro juntos dos investidores do programa não estão a salvo dos problemas que se podem seguir. Meaden explica que os empreendedores têm tendência a complicar aquilo que é simples.

“O mundo dos negócios é simples. Não o compliquem. Admiro muito as pessoas que enfrentam problemas que parecem ser muito complexos e são capazes de os desconstruir e saber exatamente o que fazer”, revela.

Tenha a certeza que o seu negócio é melhor e não diferente

Para muitos empreendedores que ainda estão à espera do seu momento “Eureka!”, identificar as tendências dos setores que mais se adequam aos seus gostos pessoais pode ser uma maneira de criar um negócio.

Procurar maneiras novas de dar às pessoas aquilo que elas precisam de uma forma mais rápida é uma das maneiras. “Para mim, tem pouco a ver com o setor e mais com a inovação por trás do mesmo”, diz a investidora.

“É mais inteligente? Rápido? Barato? O que é que faz o seu produto melhor que os outros? Se conseguir perceber isso, quero envolver-me nesse negócio”.

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