A forma como os consumidores estão a lidar com a nova realidade está a mudar as fintech europeias. Transações cada vez mais virtuais, sem dinheiro físico, são um exemplo das alterações em curso.

Não é novidade para ninguém que a pandemia está a afetar a forma como trabalhamos, como fazemos compras ou como ocupamos os tempos livres, entre tantas outras coisas.

Consequência das novas medidas de segurança e da regulamentação governamental, também o setor financeiro está a registar uma verdadeira transformação, numa fase em que pandemia tornou a digitalização mais fulcral que nunca.  As instituições financeiras mais convencionais que funcionam com base na interação pessoal, tiveram que procurar alternativas digitais para manterem a competitividade uma vez que o contacto pessoal sofreu limitações. De acordo com a Silicon Canals, a “revolução” está a acontecer em várias frentes, . Vejamos:

Uma sociedade sem dinheiro?
As dúvidas relacionadas com a forma de propagação do vírus fizeram com que a ideia de usar dinheiro físico, um veículo de transmissão de germes, começasse a ser preterida face ao dinheiro virtual.

A quarentena e confinamento que a maioria dos países europeus instituiu, levou a que as compras online, seja para mantimentos ou outro tipo de produtos, tenha afastado as pessoas do dinheiro físico.

Não é surpresa que em toda a Europa a mudança para pagamentos com cartão tenha aumentado. Por exemplo, na Alemanha uma pesquisa recente, realizada pela German Payment System Initiative, revelou que 57% dos alemães usam mais cartões de débito e crédito do que antes da pandemia, e quase metade “reduziu significativamente” o uso de dinheiro.

Até mesmo as gerações mais velhas parecem ter-se sentido confortáveis ​​com pagamentos sem dinheiro. De acordo com a  Hitachi Capital (Reino Unido) PLC1,  66% dos maiores de 55 anos recorreram a novas formas de pagamento desde o bloqueio.

Open banking cresce
A Covid-19 provavelmente também irá contribuir para uma reformulação sistemática no setor financeiro. A papelada continuará a diminuir, os serviços online aumentam e o open banking torna-se cada vez mais uma realidade. As transações manuais estão a ser secundarizadas e a pandemia acelerou o fenómeno de disponibilizar a fornecedores de serviços financeiros terceirizados acesso aberto a bancos de consumo, transações e outros dados de instituições financeiras.

Quando se trata de processos mais eficientes e métodos mais fáceis de fazer e rastrear transações, a tecnologia e o Open Banking acabarão por libertar muito tempo a todos os envolvidos e o fenómeno abrirá espaço para novos tipos de trabalho. Além da consultoria, estas tecnologias terão outros impactos menos diretos no cliente, por exemplo o Open Banking e a Inteligência Artificial reduzirão a necessidade de papelada e levarão a clientes mais confiantes e com melhor autogestão.

Trabalho remoto e ferramentas certas
O trabalho remoto tornou-se o novo normal para muitos funcionários, à medida que as empresas procuram continuar operacionais durante a pandemia, utilizando a tecnologia para manter os negócios a funcionar. Para os profissionais do setor financeiro, isso significa que a necessidade de um banco aberto e de arquivos financeiros acessíveis é absolutamente essencial. Neste ponto, os especialistas referem que a IA e o Open Banking estão a abrir portas para um setor financeiro mais eficiente e eficaz. Por outro lado, as atenções centram-se na digitalização, com as empresas a procurarem fornecer as melhores soluções e serviços tecnológicos se quiserem manter-se à tona.

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