Na campanha para as eleições do passado dia 30 de Janeiro o vencedor Partido Socialista incluiu no programa a proposta de "Promover um amplo debate nacional e na concertação social sobre novas formas de gestão e equilíbrio dos tempos de trabalho, incluindo a ponderação de aplicabilidade de experiências como a semana de quatro dias em diferentes setores" (p. 67). Naturalmente que a ideia dominou as atenções, com os eleitores a sonhar com mais 52 “feriados” por ano. Qual a viabilidade da sugestão?
Será que, 48 anos depois, os valores de Abril ainda estão vivos e atuantes? Para responder a esta pergunta precisamos de saber quais são os valores de Abril, e isso é mais difícil do que parece. Ou talvez não.
