A conclusão é de um estudo da PwC que, para além do otimismo, aborda temas como a globalização e as preocupações que mantém os CEOs acordados à noite.

Os níveis de confiança dos CEOs em relação ao crescimento económico nunca esteve tão alto. Para os próximos 12 meses, 57% dos inquiridos do estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) acreditam que a economia global vai crescer, enquanto que apenas 5% acreditam numa realidade oposta, onde vai haver uma recessão económica.

Otimismo para os próximos 12 meses

Dividindo os inquiridos por regiões, os CEOs da América Latina são os que apresentam uma taxa de otimismo maior. 65% dos diretores executivos dos países inseridos nesta zona mostram-se confiantes no futuro da economia mundial. Neste campo, África foi a região com a percentagem mais baixa, onde apenas 41% acreditam nesta possibilidade. Na Europa Ocidental a percentagem subiu de 31% (em 2017) para 58%.

Questionados sobre a confiança no crescimento das receitas das suas empresas, os norte-americanos foram os únicos que se mostraram muito confiantes, com uma percentagem de 53%. Neste tema, a média global fixou-se nos 42% e a Europa Ocidental apresentou resultados de 38%.

Segundo o estudo, a possível razão para os norte-americanos estarem tão confiantes em relação ao crescimento dos seus projetos prende-se com as políticas de Trump. A ideia é que a política da administração do presidente de diminuir as taxas aplicadas às empresas, de reverter a regulação e apoiar o decréscimo do desemprego está a criar uma onda de otimismo juntos dos CEOs.

No que toca à confiança para os próximos três anos, os CEOs mostraram-se mais cautelosos. Os números revelados pelo análise da PwC mostram que 46% dos inquiridos estão algo confiantes e 45% estão muito confiantes.

CEOs nunca estiveram tão otimistas como em 2018

Nível de confiança no crescimento económico global por parte dos CEOs. Fonte: PwC.

Investimento global

As boas notícias para os Estados Unidos não acabam aqui. Colocada a questão “quais são os três países, excluindo o país onde tem sede, considera mais importante para o crescimento da sua organização nos próximos 12 meses?”, os Estados Unidos mantém-se em primeiro lugar neste ranking, aumentando ainda mais a distância do seu maior rival neste campo, a China.

Neste ranking a Alemanha, em terceiro lugar, o Reino Unido, em quarto, e a França, em sétimo, foram os únicos países europeus a integrar o top 15.

É ainda importante salientar o crescente interesse pelo mercado canadiano, que passou da 15.ª posição, em 2017, para a posição número nove em 2018.

Globalização

Quando questionados sobre se a globalização ajudou a diminuir a diferença entre ricos e pobres, quatro em cada 10 CEOs apontou que “não ajudou de todo”. Em relação à integridade e eficácia dos sistemas fiscais globais, 26% dos inquiridos tiveram a mesma resposta.

Os pontos mais positivos associados à globalização foram a fomentação da conectividade global e a facilidade com que se movem capital, pessoas, bens e informação.

O que preocupa os CEOs

As grandes novidades neste campo são o terrorismo e os ataques informáticos, que subiram consideravelmente no ranking das ameaças. A incerteza económica, a volatilidade da taxa de câmbio e a mudança do comportamento dos clientes desceram a pique entre o ano passado e 2018.

O excesso de regulação, que já tinha o primeiro lugar em 2017, mantém-se no topo da lista, com 42% dos CEOs a referirem-na como sendo a sua principal preocupação. É ainda relevante referir que a velocidade do desenvolvimento da tecnologia ocupa o sexto lugar, com uma percentagem de 38%.

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