Chama-se +Plus, tem 500 mil euros e vai apoiar ideias de negócio nas fases de pré-seed e seed. As candidaturas decorrem entre 20 de fevereiro e 30 de abril.

A Casa do Impacto anunciou a criação de um fundo filantrópico que permitirá aos empreendedores, na fase inicial dos projetos, o acesso ao investimento necessário para darem o primeiro passo e testarem o seu modelo de negócio. O projeto, que vai ser apresentado oficialmente na próxima quinta-feira, dia 20, designa-se +PLus e tem como target ideias de negócio nas fases de pré-seed e seed que respondam a desafios sociais e ambientais.

Trata-se de uma iniciativa da Casa do Impacto, polo de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ( com o apoio estratégico do Continente, da Sociedade de Advogados Vieira de Almeida, da Danone e da Fidelidade), e em causa está uma verba anual de 500 mil euros, através da qual se pretende ajudar, quer a testar novas ideias, quer a contribuir para o desenvolvimento de organizações sustentáveis, com ideias inovadoras e com resultados comprovados (projetos em fase seed ou early stage).

Numa primeira fase, o fundo é dinamizado apenas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através da Casa do Impacto, mas no futuro estará aberto a outros investidores e parceiros estratégicos de negócios. “Partimos do princípio de que ainda estamos a construir um novo ecossistema e, por isso, não podemos ser rígidos ao ponto de definir já o futuro”, explicou em comunicado Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.

Esta profissional frisou ainda que a Casa do Impacto começou “com o que achamos prioritário: criar um ecossistema de impacto e estimular a existência de novos players, através da capacitação dos empreendedores para a tração dos projetos. Agora, o ecossistema já está num ponto de maturidade tal que nos permite lançar este fundo para possibilitar a criação de mais negócios e dar escala aos que já existem”.

Imagem institucional do novo fundo de investimento

As candidaturas +Plus processam-se de 20 de fevereiro e 30 de abril e são elegíveis pessoas ou entidades coletivas de qualquer parte do mundo, desde que a implementação da ideia ou negócio seja em território português, sem prejuízo da sua internacionalização numa fase posterior.

O perfil do candidato, a inovação do projeto, a exequibilidade do modelo de negócio e os resultados e contributos previsto para a resolução do desafio social em causa (o impacto positivo na sociedade), são alguns dos critérios que o júri terá em conta no processo de seleção que decorrerá após o término das inscrições.

Na vertente testing, as ideias deverão contar com o início de implementação no prazo máximo de 1 ano, a contar da data da atribuição do financiamento, até ao valor de 20 mil euros. Na vertente de early stage os projetos devem ter até três anos, e, neste caso, o valor a atribuir será no máximo de 100 mil euros.

Comentários