Começou hoje de manhã a terceira edição do evento Ativar Portugal, um programa da Microsoft que visa apoiar e dar a conhecer as start-ups que estão sob a alça da gigante de Bill Gates. O Link To Leaders esteve presente e partilha algumas das reflexões.

Presentes na primeira palestra, dedica ao tema “Deep Tech and the Future of Entrepreneurship”, estiverem dois diretores de universidades portuguesas, Arlindo Oliveira, do Instituto Superior Técnico (IST), e Clara Gonçalves, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC). Estiveram também presentes Alexandre Barbosa, da Faber Ventures, um grupo de investimento português, e Nuno Loureiro da Probe.ly, uma start-up focada em cibersegurança.

Pedro Oliveira, jornalista da revista Exame Informática, moderou a discussão e introduziu temas como a falta de conhecimento dos engenheiros e informáticos sobre planos de negócio. Sobre este ponto, a diretora da UPTEC esclareceu que, cada vez mais, existe uma maior preocupação por parte das universidades e dos alunos de se prepararem para este novo mercado global. Clara Gonçalves referiu ainda que a procura das grandes empresas por alunos do campo da tecnologia é cada vez maior.

Para o diretor do IST, Arlindo Oliveira, o ecossistema tecnológico em Portugal só vai crescer abruptamente quando os engenheiros nacionais tiverem salários equiparáveis aos engenheiros estrangeiros que recebem entre três a cinco vezes mais que os portugueses. Isto não só faz com que o investimento que o Estado aplica nos futuros engenheiros seja em vão – visto que muitos acabam por ir para o estrangeiro trabalhar devido às melhores condições –, como também não contribui para a evolução do ecossistema das start-ups portuguesas.

Alexandre Barbosa, investidor e representante da Faber Ventures, afirmou haver uma evolução do ecossistema português das start-ups. Referiu ainda que Portugal está a seguir a tendência do resto do mundo no que toca ao ecossistema das start-ups.

O CEO e fundador da Probe.ly, Nuno Loureiro, esclareceu que há cada vez – principalmente depois dos ciberataques feitos a grandes empresas há bastante pouco tempo – consciência sobre a cibersegurança, apesar de, segundo o CEO, ser um tema que só é discutido quando existem ataques e problemas com servidores de grandes empresas.

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