Decorreu dia 24 de maio a terceira edição do Ativar Portugal, um programa da Microsoft que visa apoiar e dar a conhecer start-ups nacionais ao mundo.

O “Accelerators Pitch” foi um dos momentos altos da terceira edição do Ativar Portugal. Sendo o pitch algo tipicamente ligado a start-ups que querem convencer investidores a apoiarem monetariamente a sua ideia, nesta parte do evento foi dada a oportunidade a vários fundadores de aceleradoras portuguesas de se apresentarem e tentarem convencer as várias microempresas presentes a juntarem-se ao seu projeto.

A Beta-i, uma das maiores aceleradoras nacionais, foi a primeira a apresentar-se. Já tendo recebido, só este ano, mais de quatro mil pedidos de start-ups de 65 países diferentes para se juntarem à aceleradora, a Beta-i diz ter, neste momento, 20 milhões de euros disponíveis para investimento. Em 2017, fizeram parte do seu programa 800 start-ups que angariaram mais de 60 milhões de euros. Esta aceleradora tem preferência por start-ups que ainda estejam numa fase embrionária.

A BET (Bring Entrepreneurs Together) também marcou presença na Terceira edição do Ativar Portugal. Os organizadores do maior evento português de jovens empreendedores, o BET24, já tiveram start-ups bastante conhecidas no seu programa como a Uniplaces, Chic by Choice, Yoochai e a Clickly. Esta aceleradora está a investir em criar um novo projeto nas universidades portuguesas, com o objetivo de promover o empreendedorismo jovem junto dos universitários.

Seguiu-se a Startup Braga. Interessada principalmente em start-ups que trabalhem no setor mobile, e-commerce, MedTech e Nanotecnologia, este projeto nortenho já conta com quase 12 milhões de euros em vendas nas suas start-ups. Com uma taxa de sobrevivência de 70% das suas start-ups, a Startup Braga tem mais de 50 parceiros e quatro programas de aceleração.

Do Norte para a Ilha da Madeira, seguiu-se a Startup Madeira. Supervisionada pelo Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, o grande ponto de diferenciação entre este projeto e os outros são os benefícios fiscais que a Madeira disponibiliza, como referiu Carlos Soares Lopes, gestor de projetos da Startup Madeira. A Startup Madeira tentou também passar a ideia que a sua Ilha é um local perfeito, onde se pode encontrar a simbiose perfeita entre a cidade e a natureza.

Depois do projeto madeirense foi a vez da Upframe, que foi presentada por Malik Piarali, um dos fundadores que tem apenas 20 anos e que fez questão de deixar claro que a Upframe não é um programa para acelerar as empresas. É antes um programa para preparar start-ups para um futuro programa de aceleração. O carismático cofundador chamou-lhe um “preaccelerator program”.

À procura de start-ups compostas por jovens entre os 16 e os 25 anos, seguiu-se a Canopy City. A aceleradora que também está presente em Massachusetts, nos Estados Unidos, utilizou números como “9 a cada 10 start-ups acabam por fechar” por criarem produtos que o público não precisa. É aqui que esta aceleradora promete ajudar os novos projetos que lhes forem propondo.

O Ativar Portugal, para além de ter dado a conhecer start-ups a investidores, business angels e fundos de capital de risco, deu também a conhecer alguns dos seus parceiros, como o caso destas aceleradoras.

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