As cinco maiores aquisições da empresa mãe da Google

A Alphabet, empresa detentora da Google, fez dezenas de aquisições nos últimos anos. Conheça as cinco maiores de sempre neste artigo.

A empresa mãe da Google é uma das maiores do mundo e nos seus anos de atuação tem comprado dezenas de projetos para integrar na sua plataforma. Uma das últimas grandes conquistas da empresa foi a entrada em operação dos primeiros carros elétricos sem condutor nos Estados Unidos, liderada pela subsidiária Waymo.

Em 2016, segundo dados da Forbes, as receitas corresponderam a 76,5 mil milhões de euros. A publicidade ainda é o maior canal de receitas da Alphabet, correspondendo a 86% do dinheiro ganho pela empresa.

O mote seguido pela gigante do mundo tecnológico tem sido adquirir projetos que, por norma, não fazem parte das especialidades dos colaboradores da empresa. Um bom exemplo para esta ideia foi a compra do sistema operativo Android, em 2005, por 42,5 milhões de euros. Esta aquisição aconteceu numa altura em que o desenvolvimento de programas para telemóveis não fazia parte das especialidades dos programadores. A aposta veio a provar-se certa e, apenas dois anos mais tarde, em 2007, a Apple lançou o primeiro iPhone, dando, assim, início ao boom dos smartphones.

Mas nem todas as apostas da Alphabet foram as mais certas. Aliás, a maior aquisição alguma vez feita pela empresa foi a compra da fabricante de telemóveis Motorola Mobility por 10,6 mil milhões de euros. Este investimento veio a relevar-se caro já que, três anos depois, o projeto foi vendido à HTC por menos oito mil milhões de euros do que preço inicial de compra.

Fique a conhecer as cinco maiores aquisições de sempre da Alphabet:

Motorola Mobility – 10,6 mil milhões de euros; 2011

A aquisição da Motorola Mobility, apesar de não ter sido um bom negócio para a Google, foi bastante positivo no que diz respeito às patentes. Na altura da aquisição, a fabricante de telemóveis somava mais de 20 mil patentes do universo dos telemóveis e usou-as para fazer frente a um dos seus maiores competidores do mercado, a Samsung.

Esta aquisição envolveu uma quantia tal de dinheiro que, comparativamente, foi quase tão grande quanto o valor que Portugal faturou com o turismo em 2016 (12,6 mil milhões de euros).

Nest Labs – 2,7 mil milhões de euros; 2014

A Nest Labs é outro exemplo das compras da Alphabet fora das suas áreas de atuação mais fortes. Esta aquisição foi efeutada devido ao potencial que o hardware da Nest Labs, que envolve, entre outros produtos, termómetros inteligentes e câmaras de segurança, tem para o futuro.

Apesar do setor das casas inteligentes ainda não ter tido um boom, a aposta na Nest Labs veio antecipar um possível crescimento da indústria.

DoubleClick – 2,7 mil milhões de euros; 2008

Esta aquisição resultou no seguimento da compra da plataforma de vídeos YouTube. A DoubleClick abria espaço a um novo segmento da publicidade que veio a ser útil para a Google conseguir capitalizar na publicidade dos vídeos.

YouTube – 1,4 mil milhões de euros; 2006

Lançado em 2005, o YouTube já tinha aparecido há mais de um ano quando a Google decidiu adquirir a plataforma. Nesta altura, o website já tinha mais de 100 milhões de utilizadores diários e a compra foi realizada depois de uma tentativa falhada, por parte da Google, de tentar criar uma plataforma semelhante, a Google Videos.

Waze – 850 milhões de euros; 2013

O Waze é uma aplicação mobile que, para além de GPS, conta também com a possibilidade de ver o trânsito em tempo real e ter o Spotify integrado na app. Ao contrário do Google Maps, o Waze é exclusivamente utilizado para a condução, o que coloca as duas aplicações em mercados relativamente diferentes.

Além de ter comprado a tecnologia, a Alphabet teve também acesso aos 50 milhões de utilizadores do Waze, que podem ser usados como uma forma de rendimento através de canais publicitários, por exemplo.

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