Business Angel na Alliance Asia Holdings, que resultou de uma parceria entre duas empresas familiares, Catherine Chew esteve na Web Summit e falou com o Link To Leaders sobre os investimentos que já realizou e o que mais a atraí nas start-ups, e deixou conselhos a quem quer investir no sudoeste asiático.  Veja a entrevista.

Catherine Chew iniciou a sua carreira na Accenture, exercendo funções em estratégia, experiência e entrega de serviços digitais. Na Accenture esteve também envolvida em projetos de implementação de tecnologia em larga escala, desde análise a design, construção, teste e lançamento de negócios.

Atualmente é Business Angel na Alliance Asia Holdings, constituída em Singapura, mas com foco em Myanmar, investindo em áreas como a tecnologia, nomeadamente em aplicações em F&B, finanças e seguros, e lifestyle. Procura conhecer fundadores de start-ups, aprender com o que estão a desenvolver e descobrir como os pode ajudar a alcançar o sucesso.

Chew considera que “a Ásia é uma estratégia de crescimento muito boa para a Europa, em termos de economia crescente e quantidade crescente de rendimento disponível”. E garante que “para grandes populações que anteriormente não tinham muito rendimento, é uma oportunidade de crescimento muito natural para a Europa em vários aspetos, nomeadamente porque a Ásia emergente impulsiona a maior parte do crescimento no mundo atual”.

Quando uma start-up lhe está a apresentar a sua ideia de negócio, a investidora começa por perceber de que forma a mesma pretende mudar a atualidade, “para que as ideias deles ou aquilo que querem façam sentido”.

O mercado é grande o suficiente? Como é constituída a equipa? São únicos e capazes de enfrentar um grande problema? São estas as questões que geralmente coloca para avaliar se tem interesse em investir ou não numa start-up.

Investir no sudoeste asiático
Quando questionada sobre a diferença entre as start-ups europeias e as asiáticas, a investidora refere que as primeiras lidam com “questões técnicas maiores” e desenvolvem novas tecnologias de forma eficaz, sendo disso exemplo as inúmeras empresas de biotecnologia avançada existentes no mercado europeu.

“Na Ásia existe mais tecnologia `copicat´. É uma palavra forte, mas a replicação de tecnologias já em funcionamento é aplicada a um contexto do sudoeste asiático, o que é uma vitória rápida e há uma razão para isso”, acrescenta, prevendo que, “provavelmente, à medida que o ecossistema de investimentos no sudoeste asiático amadurecer, iremos ver mais tipos de apostas significativas”.

Para quem está a pensar investir no sudoeste asiático, Chew, que é também atleta profissional e representa Singapura nos Desportos Equestres (salto de obstáculos), aconselha a conhecer a rede de investidores e empreendedores, de forma a ter noção da oferta.

A Alliance Asia Holding é responsável por projetos bem-sucedidos em Mianmar, incluindo a Cycle & Carriage Automobile Myanmar, a Heineken Myanmar e a start-up da maior e principal empresa de bebidas espirituosas de Mianmar, a Myanmar Distillery Company, fabricante do Grand Royal Whisky .

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