7 dos melhores novos restaurantes de hotel, segundo o Financial Times
De Sydney a Nova Iorque, passando por Paris e Singapura, o Financial Times selecionou sete restaurantes de hotel que se destacam pela criatividade gastronómica, pelos espaços e pelas experiências que proporcionam.
Os restaurantes de hotel estão a afirmar-se cada vez mais como destinos gastronómicos por direito próprio, capazes de atrair não apenas hóspedes, mas também quem procura experiências culinárias diferenciadoras. Com propostas que vão da reinvenção de receitas tradicionais à alta gastronomia, alguns destes espaços estão a conquistar um lugar de destaque no panorama internacional.
Numa seleção publicada pelo Financial Times, o jornal britânico apresenta cinco restaurantes que merecem uma visita e antecipa duas novas aberturas a acompanhar em Los Angeles e Londres. A lista reúne propostas que combinam chefs reconhecidos, conceitos gastronómicos originais e ambientes que fazem da experiência à mesa muito mais do que uma simples refeição.
1. Saint Peter, em Sydney, Austrália

Saint Peter, em Sydney, Austrália
Há dez anos, o chef Josh Niland abriu o Saint Peter, um pequeno restaurante no bairro de Paddington, em Sydney, onde desenvolveu os princípios que definem a sua abordagem à preparação de peixe: aproveitar todas as partes do animal e evitar que o peixe entre em contacto com água depois de capturado.
Em 2025, o restaurante mudou-se para o Grand National Hotel, um hotel de 14 quartos situado nas proximidades, passando a dispor de uma sala de refeições mais ampla e sofisticada, onde todos os lugares oferecem uma vista para a cozinha.
O menu de degustação inclui algumas das especialidades que tornaram Niland conhecido, como a charcutaria de peixe, a cavala com sal e vinagre — peixe em conserva servido com pão e manteiga, acompanhado de instruções sobre como o degustar — e sobremesas como um fudge preparado com tutano de atum.
2. 1887 by André, em Singapura

1887 by André, em Singapura
O restaurante do chef André Chiang, situado no Raffles Singapore, abriu em março e conquistou duas estrelas Michelin apenas cinco meses depois.
Com murais de folhas de palmeira, ventoinhas suspensas de estilo colonial em verde-esmeralda e um teto de vidro com efeitos de ilusão ótica, o espaço, concebido pelo designer Bill Bensley, faz lembrar uma estufa tropical inspirada no universo de Wicked.
A carta recupera receitas de antigos menus do Raffles Singapore e combina-as com algumas das criações emblemáticas de Chiang. Entre as especialidades destacam-se o Boeuf aux Sept Poivres 1887, um prato de carne de vaca com sete variedades de pimenta; o My Best Chicken Rice, a interpretação pessoal do chef de um dos pratos mais populares da gastronomia local; e uma versão contemporânea da tradicional sopa de tartaruga.
3. Bus Palladium, em Paris, França

Bus Palladium, em Paris, França
Inaugurado em 1965 como discoteca e relançado este ano como clube e hotel boutique, o Bus Palladium é um dos espaços emblemáticos de Pigalle, em Paris. O restaurante tornou-se um local privilegiado para começar a noite e para ver e ser visto, sobretudo de quinta-feira a sábado, quando um DJ anima o ambiente com música em vinil.
A sala de refeições combina betão de inspiração brutalista, cortinas de veludo vermelho e alcatifas de padrões ondulantes, num ambiente descontraído organizado em torno de um terrário.
A proposta gastronómica, divertida e inventiva, é assinada pelo chef franco-marroquino Valentin Raffali, conhecido pelo restaurante Livingston, em Marselha. Entre as sugestões da carta encontram-se uma tarte tatin de tomate coração-de-boi, um corte de carne de vaca maturada e uma mousse de chocolate coberta com natas e uma única cereja.
4. Café Carmellini, em Nova Iorque, Estados Unidos

Café Carmellini, em Nova Iorque, Estados Unidos
Quando abriu as portas no The Fifth Avenue Hotel, em 2023, este restaurante de alta gastronomia assinalou o regresso a uma elegância clássica e intemporal.
O espaço destaca-se pela decoração opulenta, que inclui um teto de pé-direito duplo, suficientemente alto para acolher duas árvores artificiais em tamanho natural, lustres de vários níveis e sofás estofados em azul-safira.
O chef e proprietário Andrew Carmellini, que iniciou a sua carreira ao lado de Daniel Boulud, combina as tradições culinárias italiana e francesa de forma sofisticada e, por vezes, surpreendente.
Entre as especialidades da casa encontram-se as ostras à la pomme, servidas com rábano ralado e pequenas pérolas de sorvete de maçã verde; o frango acompanhado de batatas à moda dos Abruzos e peperonata; e o “squab en croûte”, pombo jovem recheado com foie gras e envolvido em massa folhada.
5. The Pink Adobe, em Santa Fé, Estados Unidos

The Pink Adobe, em Santa Fé, Estados Unidos
Fundado em 1944, o The Pink Adobe ocupa um antigo espaço com quase 400 anos, situada no coração do histórico bairro de Barrio de Analco, em Santa Fé.
Recentemente adquirido pelo hotel vizinho, The Inn of the Five Graces, o restaurante distingue-se pelas vigas de madeira de carvalho, pelas tradicionais lareiras kiva e por um pátio interior sombreado por árvores.
Apesar da sua reputação histórica, a proposta gastronómica vinha a perder algum do seu encanto. A chegada do chef Mario Espinosa trouxe uma nova dinâmica à cozinha.
O renovado menu de inspiração mexicana contemporânea inclui guacamole de abacate fumado, pimentos poblano recheados com molho vermelho adobo e o emblemático Steak Dunigan, servido com cogumelos silvestres e espinafres cremosos.
No bar adjacente, o Dragon Room, destacam-se cocktails como o Dirty Mezcalito, preparado com bitters de mole, e uma Margarita de figo-da-índia.
Dois restaurantes a acompanhar
6. The Supper Club, em Los Angeles, Estados Unidos

The Supper Club, em Los Angeles
Ao já célebre Polo Lounge, no The Beverly Hills Hotel, um dos locais de eleição para almoços de negócios e encontros influentes de Hollywood, juntar-se-á, ainda este ano, o The Supper Club.
O novo restaurante, instalado no hotel conhecido como Pink Palace, ficará sob a direção de Mattia Agazzi, antigo chef executivo do Gucci Osteria Beverly Hills, distinguido com uma estrela Michelin.
Inspirado nos tradicionais supper clubs norte-americanos, como o Cocoanut Grove do Ambassador Hotel, onde atuaram artistas como Frank Sinatra e Barbra Streisand, o espaço terá capacidade para 94 pessoas e combinará gastronomia e espetáculos ao vivo.
O projeto de interiores é assinado por Ken Fulk, conhecido pelo trabalho desenvolvido no Carbone, enquanto a programação de entretenimento ficará a cargo de Alex Le Roux, associado a espaços como o Annabel’s e o Maison Estelle.
A proposta gastronómica irá cruzar a cozinha italiana contemporânea com influências californianas.
7. Le Perroquet, em Londres, Reino Unido

Le Perroquet, em Londres, Reino Unido
O novo St. Regis London, cuja abertura está prevista para este inverno no edifício anteriormente ocupado pelo The Westbury Mayfair, na Conduit Street, contará com um restaurante dirigido por Daniel Rose. O chef norte-americano é conhecido pelo Le Coucou, em Nova Iorque, distinguido com uma estrela Michelin, e pelo La Bourse et La Vie, em Paris.
Especialista em cozinha francesa, Rose irá apresentar no Le Perroquet uma brasserie aberta ao longo de todo o dia, com uma abordagem contemporânea aos grandes clássicos da gastronomia francesa.
Entre as propostas previstas encontra-se um carrinho de entradas com rillettes de pato, salmão fumado com batatas, língua de vitela fumada e foie gras.
Ao almoço, a carta incluirá pratos como “croque-monsieur e salada niçoise”. Ao jantar, serão servidos clássicos como frango assado e linguado à meunière.
O Le Goûter, a interpretação de Rose do tradicional chá da tarde, contará com especialidades como “crepes impériales, île flottante e um éclair de café” tão comprido que, segundo o chef, nem sequer caberá no prato.
Assine a newsletter do Link to Leaders e receba semanalmente as principais notícias sobre empresas, start-ups, negócios e investimentos na sua caixa de correio.








