Opinião

Chegou o momento das reformas estruturais!

Paulo Doce de Moura, Investment Advisor do Banco Carregosa
Foto: Paulo Doce de Moura, Investment Advisor do Banco Carregosa

Reformas estruturais! Está na altura de as fazermos, nomeadamente reformas ao nível da Segurança Social e da competitividade, assim como se faz necessário nos diplomas que estruturam as autarquias, que já contam com cinquenta anos e muito, entretanto mudou.

As autarquias tornaram-se uma das faces mais próximas do Estado, aquela a quem o cidadão bate à porta quando precisa de uma resposta. No dia 1 de outubro passado entrou em vigor uma importante revisão do Código dos Contratos Públicos e esta revisão tem como objetivo diminuir a distância entre identificar um problema e conseguir resolvê-lo. Hoje, exemplos como, um pavilhão deixa entrar água, uma escola precisa de obras, entre outros e onde existe uma solução técnica, onde existe financiamento e ainda assim, é preciso esperar.

Enquanto esperamos, a água continua a entrar, a degradação aumenta, os custos crescem e, sobretudo, as pessoas continuam à espera de uma resposta.
É aqui que esta revisão pode fazer diferença!

 

Nas empreitadas de obras públicas, o ajuste direto passa a poder ser utilizado para contratos de valor inferior a 150 mil euros e a consulta prévia para contratos inferiores a um milhão de euros e estes números representam algo muito mais importante, tempo.

Tempo entre identificar uma necessidade e conseguir intervir. Tempo que pode evitar que um pequeno problema se transforme numa grande obra. Tempo que pode representar menos custos para o erário público. E principalmente, tempo que podemos retirar à espera das pessoas.

A revisão procura também reduzir burocracia e tornar os procedimentos mais simples e céleres. Não significa abdicar do rigor, da transparência ou da responsabilidade. Significa retirar burocracia que não acrescenta valor e criar condições para que o Estado possa responder melhor e mais depressa.

E aqui a responsabilidade é também dos autarcas, dos dirigentes, dos técnicos, de todos aqueles que, nos diferentes níveis da Administração Pública, têm a responsabilidade de decidir e executar.

É preciso rigor, é preciso transparência, é preciso responsabilidade, mas também é preciso coragem para decidir. Responsabilidade não pode significar imobilismo, mas quem trabalha no terreno sabe a mais-valia que ela pode representar, só tem de fazer e executar com a seriedade que esta reforma estrutural merece e não esquecer que por detrás de cada procedimento, de cada investimento, de cada obra, há pessoas.

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Paulo Doce de Moura

Paulo Doce de Moura

Paulo Doce de Moura exerce funções no Banco Carregosa e foi diretor do BNP Paribas Personal Finance. Estudou Relações Internacionais-Económicas e Políticas, na Universidade do Minho e Direção Geral de Empresas no Programa Avançado de Gestão para Executivos na Universidade Católica Portuguesa. Foi presidente de Direção da AIESEC (Association Internationale des Étudiants en Sciences Économiques et Commercialles) na Universidade do Minho, Coordenador Distrital Economia, Trabalho e Inovação no Conselho Estratégico Nacional e membro da Assembleia de Freguesia do Lumiar. Escreveu... Ler Mais..

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