É possível investir sem risco? 3 estratégias para decisões mais seguras.
Nenhum investimento está totalmente livre de risco, mas é possível geri-lo de forma mais consciente. Conheça os conselhos do Grupo Ageas Portugal para investir com segurança.
Muitos portugueses continuam a encarar o investimento com cautela. O receio de perder dinheiro ajuda a explicar por que razão uma parte significativa das poupanças permanece concentrada em soluções tradicionalmente associadas a maior segurança, como depósitos, certificados de aforro ou imobiliário.
Mas há uma ideia de partida que importa esclarecer: não existem investimentos totalmente isentos de risco. Existem, sim, diferentes níveis de exposição, que devem ser avaliados em função do perfil de cada investidor, dos seus objetivos e do horizonte temporal disponível.
Mesmo os produtos considerados mais conservadores comportam riscos. Os depósitos, por exemplo, podem oferecer uma rentabilidade insuficiente para compensar a inflação e preservar o poder de compra.
“O dinheiro parado perde valor com a inflação; o imobiliário, muitas vezes associado a segurança, também pode estar sujeito a oscilações, dificuldades de liquidez e retornos inferiores ao esperado. Ou seja, o risco não desaparece — apenas muda de forma”, explica o Grupo Ageas Portugal.
Em vez de dividir os investimentos entre opções “com risco” e “sem risco”, o Grupo Ageas Portugal propõe olhar para as diferentes soluções como uma escala de risco. Na base encontram-se produtos mais conservadores, como depósitos a prazo, certificados de aforro e fundos de mercado monetário. Num nível intermédio surgem obrigações, fundos de obrigações e fundos mistos. Já ações, fundos de ações, ETFs, imobiliário direto ou criptomoedas apresentam maior potencial de valorização, mas também maior exposição a oscilações e eventuais perdas.
A escolha depende, por isso, da tolerância ao risco de cada pessoa. Uma solução adequada para um investidor pode não fazer sentido para outro, mesmo quando o montante disponível é semelhante.
Então, como gerir o risco? O Grupo Ageas Portugal aponta três estratégias que podem ajudar a tomar decisões mais informadas e ajustadas a cada perfil.
1. Diversificação
Não colocar ‘todos os ovos no mesmo cesto’. Significa isto que não se deve concentrar o investimento numa só classe de ativos, como ações ou obrigações. Também não depender apenas de Portugal e Europa: faz sentido considerar outras geografias, como os EUA ou a Ásia, e diferentes setores de atividade, como telecomunicações, banca ou consumo.
2. Horizonte temporal
Quanto mais tempo houver para investir, maior o risco que pode fazer sentido assumir. Os objetivos de longo prazo permitem, em geral, aceitar mais volatilidade do que metas de curto prazo.
3. Conhecimento
Conhecer os ativos e estudar os riscos é uma das melhores formas de investir com maior consciência. Quanto melhor se entende um investimento, mais fácil é tomar decisões informadas.
No fim, o essencial é perceber que investir não significa procurar ausência de risco, mas sim calibrar esse risco. Isso implica alinhar cada decisão com os objetivos pessoais, o prazo disponível e a capacidade de tolerar oscilações.
“Por isso, a resposta à pergunta inicial mantém-se: não é possível investir sem risco, mas é possível investir de forma consciente, diversificada e ajustada a cada perfil. Porque, no investimento, a verdadeira segurança não está em evitar o risco – está em saber geri-lo”, reforça o grupo segurador.








