Porto e Lisboa na lista das 10 melhores cidades do mundo para combinar trabalho remoto e lazer
A mais recente edição do Work from Anywhere Index revela que Portugal é o único país com duas cidades classificadas entre os 10 melhores destinos do mundo para combinar trabalho remoto e lazer em 2026
O índice anual Work from Anywhere Index, da International Workplace Group (IWG), classifica as cidades de acordo com um conjunto de critérios que avaliam capacidade para apoiar o trabalho remoto durante uma viagem, incluindo o clima, a velocidade da banda larga, o alojamento, os transportes, a gastronomia, a cultura e a disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis.
E este ano as duas principais cidades portuguesas – Porto e Lisboa – surgem entre as 10 melhores cidades do mundo para combinar trabalho remoto e lazer, sendo, aliás, o único país com duas cidades no top 10.
O posicionamento de Porto e de Lisboa reforça também a atratividade de Portugal junto de profissionais e empresas que procuram combinar conectividade digital, mobilidade internacional e acesso a espaços de trabalho adequados.
No primeiro trimestre de 2026, 21,1% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, representando aproximadamente 1,12 milhões de pessoas. Este valor foi ligeiramente superior ao registado no mesmo período de 2025, demonstrando que o trabalho remoto continua a fazer parte da forma como uma proporção significativa dos profissionais em Portugal organiza a sua vida profissional.
O mercado imobiliário comercial também tem vindo a adaptar-se à crescente procura por formas de trabalho mais flexíveis. O setor tem registado um crescimento anual superior a 20% desde 2018, impulsionado pelo trabalho híbrido, pela procura das empresas por soluções imobiliárias mais ágeis e pela crescente importância das redes descentralizadas de espaços de trabalho.
Num contexto em que a flexibilidade está a assumir um peso crescente nas decisões de carreira e nas estratégias de atração de talento, o estudo analisa a forma como as políticas de trabalho flexível e remoto estão a transformar o trabalho e as viagens. E entre as principais conclusões, destaque para o facto de 90% dos inquiridos considerarem que a flexibilidade melhorou o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional; 80% registaram melhorias na produtividade; 80% afirmam que uma política deste tipo tornaria uma nova oportunidade profissional mais atrativa; 62% considerariam mudar de emprego para beneficiar de uma política de Work from Anywhere mais favorável.
Os resultados mostram que a flexibilidade deixou de ser apenas um benefício e está a tornar-se um fator relevante para a competitividade das empresas, a atração e retenção de profissionais e a organização das viagens de trabalho e lazer.
As 10 melhores cidades para combinar trabalho remoto e lazer em 2026:
- Banguecoque
- Tóquio
- Barcelona
- Porto
- Vancouver
- Budapeste
- Nápoles
- Medellín
- Lisboa
- Seul
A diversidade do top 10 demonstra ainda que os melhores destinos de workcation oferecem mais do que experiências de lazer e turismo. Devem combinar conectividade, transportes, alojamento adequado e acesso a espaços de trabalho flexíveis com as experiências culturais, gastronómicas e de estilo de vida que tornam vantajoso prolongar uma viagem.
O estudo da IWG concluiu ainda que mais de metade dos profissionais, 51%, afirma que a sua entidade empregadora já disponibiliza uma política de work from anywhere. O seu impacto é amplamente positivo: 90% afirmam que o WFA melhorou o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e 80% consideram que melhorou a produtividade. A política está também a influenciar as decisões de carreira, com 80% a afirmar que tornaria uma nova função mais atrativa e 62% a considerar mudar de emprego para beneficiar de uma melhor política de WFA.
O ranking de 2026 surge num contexto de maior consolidação das políticas de trabalho remoto, com os profissionais a procurarem cada vez mais destinos capazes de responder às suas necessidades tanto profissionais como pessoais. O acesso a um espaço de trabalho flexível no destino é uma parte importante dessa decisão, sendo referido por 38% como um fator fundamental na escolha do local onde trabalhar remotamente durante uma viagem.







