IA está a tornar as burlas de recrutamento cada vez mais difíceis de identificar

Foto: Adecco

As ofertas de emprego fraudulentas estão cada vez mais difíceis de identificar, mas a Adecco recomenda algumas estratégias para reconhecer situações suspeitas.

A sofisticação das novas tecnologias está a fazer com que seja cada vez mais difícil destrinçar uma oferta de emprego verdadeira de uma fraudulenta. Apesar dos ganhos relevantes que a utilização de Inteligência Artificial (IA) trouxe para o mercado de trabalho, também está a ser usada para criar falsas ofertas de emprego, entrevistas simuladas e contactos altamente credíveis, o que levanta sérios problemas a quem está no mercado de trabalho à procura de um emprego.

Hoje, assiste-se a anúncios falsos, mas altamente credíveis, perfis de recrutadores falsos, entrevistas simuladas por videoconferência, websites fraudulentos praticamente idênticos aos das empresas legítimas, reproduzindo quase todas as etapas de um processo de recrutamento.

Para a Adecco Portugal, empresa de recrutamento que acompanha diariamente a evolução do mercado de trabalho e que tem identificado uma crescente sofisticação das tentativas de fraude, hoje “os candidatos enfrentam um risco diferente daquele que existia há poucos anos. Já não basta desconfiar de uma oferta demasiado apelativa. As fraudes evoluíram e conseguem reproduzir com enorme credibilidade praticamente todas as fases de um processo de recrutamento”, sublinha Vanda Santos, diretora de Serviço e Qualidade da empresa. “É precisamente por isso que a literacia digital passou também a ser uma competência importante para quem procura emprego”, acrescenta.

Perante esta realidade é imprescindível que os candidatos a um emprego saibam reconhecer sinais de alerta e confirmem sempre a legitimidade das empresas e do recrutador, antes de partilharem dados pessoais ou financeiros. Por isso, a Adecco deixa algumas recomendações para ajudar a reconhecer os principais sinais de alerta.

Desconfie se:

  1. A empresa solicitar qualquer tipo de pagamento para prosseguir com o processo de recrutamento;
  2. O contacto for feito exclusivamente através de WhatsApp, Telegram ou contas de email pessoais;
  3. A oferta apresentar condições demasiado vantajosas para a função proposta;
  4. O recrutador evitar reuniões por vídeo ou utilizar plataformas pouco habituais para todo o processo;
  5. Existirem inconsistências entre o anúncio, o website da empresa e o perfil do alegado recrutador;
  6. For solicitada informação pessoal ou bancária antes da existência de uma proposta formal.

A diretora de Serviço e Qualidade da Adecco Portugal lembra ainda que “a melhor forma de prevenir este tipo de situações continua a ser confirmar sempre a autenticidade da empresa através dos seus canais oficiais e manter uma postura crítica perante qualquer processo que gere pressão, urgência excessiva ou pedidos invulgares”. E acrescenta, “quando uma oportunidade parece demasiado boa para ser verdade, vale sempre a pena confirmar antes de avançar”.

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