Projeto europeu dá origem a hub de empreendedorismo em Mangualde

Mangualde quer reforçar a sua capacidade de atrair população e investimento através de um conjunto de projetos que incluem a criação de um hub de empreendedorismo, um polo de ensino superior e novas iniciativas multiculturais.

O Município de Mangualde está a criar um hub de empreendedorismo, um polo digital de ensino superior e um programa multicultural, que resulta de uma estratégia desenvolvida num projeto europeu.

Segundo o presidente da Câmara de Mangualde, Marco Almeida, o objetivo é tornar o concelho mais atrativo, reforçando o empreendedorismo, a criação de emprego qualificado e a fixação de população. O plano resulta da participação de Mangualde no projeto europeu ‘Residents of the Future’.

“Há medidas que já estão a ser implementadas, como, por exemplo, a habitação, que está numa fase bem adiantada, uma vez que, nos próximos meses, ficam prontas 50 por cento das casas que o Município se propôs reabilitar, ou seja, 20 de um total de 40”, acrescenta o autarca.

O plano aponta para um polo digital de ensino superior, mas o autarca ambiciona chegar mais longe. “Nós queremos ensino superior, mas presencial. E vamos tê-lo com certeza até 2030, só teremos de fazer obras de adaptação no edifício do antigo colégio de S. José e dotá-lo com as condições necessárias”, afirma.

Marco Almeida adiantou ainda que as atividades multiculturais já integram o plano de ação cultural para este ano. “Do ponto de vista da mobilidade, vamos lançar nos próximos meses o novo Interface Modal (central de camionagem) e também estão previstas ciclovias em diversas artérias para dar cumprimento às novas tendências da mobilidade suave”, disse.

Sob o mote “Mangualde: A vida como deve ser”, o documento, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos com a participação da comunidade, escolas, associações, empresas, comunidades imigrantes, jovens e famílias, assenta em três objetivos estratégicos: a Revitalização Demográfica, com foco na atração e fixação de jovens e famílias através de habitação acessível e medidas de integração social; o Desenvolvimento Económico Sustentável, orientado para a promoção de emprego qualificado e apoio ao empreendedorismo; e a Qualidade de Vida, através do reforço das áreas da saúde, educação, mobilidade sustentável, cultura e identidade local.

“Com o conjunto de medidas agora delineado, pretendemos projetar o concelho como um território atrativo, inclusivo e sustentável, damos um passo gigante para respondermos aos atuais desafios demográficos”, frisou Marco Almeida.

Sobre a criação de um ‘hub’ de empreendedorismo local e sobre a instalação de um polo de ensino superior, Mangualde “já tem, neste momento, protocolo assinado com a Estamo e um empréstimo aprovado, porque serão precisos cerca de dois milhões de euros (2ME)”.

“Estamos em condições de aprovar o projeto para lançar o concurso público nos próximos 90 dias para que um antigo colégio de Mangualde, no centro da cidade, que vai estar no domínio do município por 50 anos, possa acolher a instalação do polo”, indicou o presidente do município.

Mangualde foi o único município português que integrou o projeto europeu “Residents of the Future” URBACT IV e teve um financiamento global de mais de 827 mil euros para desenvolver em dois anos.

Além de Mangualde, integraram também o projeto Alba Lulia (Roménia), Saldus, (Letónia), Plasencia (Espanha), Lisalmi (Finlândia), Saint-Quentin (França), Comune di Mantova (Itália) e Trebinje (Bósnia e Herzegovina) e Sibenik (Croácia).

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