Este ano os empreendedores devem estar de olhos postos em algumas tendências que se adivinham impactantes na forma de gerir os negócios. Saiba quais.

São cinco as tendências que em 2020 prometem mexer com a maneira como os empreendedores procuram novas oportunidades ou gerem os seus projetos. Foram identificadas pela Irish Tech News e, a confrmarem-se, deixam antever grandes transformações no cenário empresarial internacional.

1: Os Baby Boomers saem do mercado de trabalho

Entre 1946 a 1964 houve um grande aumento na taxa de natalidade, e por isso esse período ficou apelidado de “Baby Boom”. As pessoas nascidas nesse período tiveram coletivamente um enorme impacto na economia mundial, mas agora esta geração está a reformar-se. Estão a passar de assalariados e contribuintes para pensionistas: vão deixar de contribuir para a acumulação de riqueza, e passar para a liquidação da riqueza. Essa tendência terá impacto nos mercados financeiros, economias e políticas governamentais.

2: Os millennials na gestão

Se por um lado os Baby Boomers estão a sair do mercado de trabalho, na próxima década os millennials (nascidos em 1981-1999) vão passar a ocupar cargos de gestão, iniciar as suas próprias famílias, comprar casas, etc. No entanto, são uma geração diferente da dos pais e avós: são “nativos digitais”, cresceram com um computador em casa e usam o telemóvel desde muito novos. Foram a primeira geração a receber cartões de crédito ainda muito jovens e a maioria teve que contrair empréstimos para pagar a universidade.

Esta geração acredita no “acesso à propriedade” e não tanto na “posse”. Optam pelo streaming de música em vez de possuir álbuns e preferem Uber e AirBnB a comprar carros e casas de férias. Os modelos de negócios do passado não estão de acordo com as necessidades desta geração.

 3: Desemprego tecnológico

Nos últimos 50 anos, a tecnologia tem sido “nossa amiga” porque torna qualquer ser humano mais poderoso e eficiente. Um contabilista com um computador é mais produtivo e conhecedor; um condutor com um computador de bordo conduz melhor e é mais seguro. Mas isto pode não ser verdade para muitos empregos, pois as novas tecnologias estão a retirar a necessidade de intervenção humana. A reconversão profissional é uma necessidade no horizonte.

4: Barreiras derrubadas 

A delimitação geográfica dos países, dos governos, das regiões, representa um problema para o mundo digital que não funciona nessas fronteiras. As grandes empresas não estão limitadas por uma fronteira geográfica, mas sim pela sua visão, missão e valores e “deslocam-se” facilmente. Ou seja, é fácil para as empresas mover dinheiro internacionalmente para um ambiente de baixos impostos.

Aparentemente os países não se preocupavam muito com isso porque, independentemente do que não conseguissem taxar diretamente às empresas, compensavam através dos impostos sobre rendimentos dos seus trabalhadores. Agora, num mundo onde as pessoas viajam livremente e trabalham a partir de qualquer lugar, isso torna-se mais difícil.

5: Consumidores exigem mais

As empresas estão a descobrir que os consumidores querem significado, querem empresas que resolvam problemas reais e que lidem com questões sociais, e não que apenas vendam produtos. As pessoas preferem comprar a empresas que mostram valores e visão.

Nomes como Tesla, Nike e Starbucks atraem clientes que se comportam como fãs e não como simples consumidores. Estas marcas tomam posições públicas de acordo com os seus valores, o que, se por um lado pode polarizar opiniões, por outro atrai pessoas que se identificam com elas.
À medida que avançarmos na próxima década, os empreendedores vão precisar de articular aquilo que defendem e aquilo que não concordam, ou arriscam-se a ser “apenas” mais uma marca, cinzenta e sem notoriedade.

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