Com 2017 à porta, muitas são as previsões que vão sendo feitas para o novo ano. A área das start-ups e do investimento não foge à regra.

Quais são as jovens start-ups tecnológicas prestadoras de serviços a empresas que os investidores acreditam que mais vão crescer e dar muito que falar em 2017?

Porquê estas especificamente? Porque este mercado, o Enterprise IT, vale 3 triliões de dólares (aproximadamente 2,8 triliões de euros) e têm sido as start-ups que o têm feito agitar. O Busines Insider apontou, com a ajuda de especialistas, as 37 start-ups tecnológicas a que os investidores devem estar atentos no próximo ano. O Link To Leaders partilha neste artigo as 10 primeiras.

1. Exabeam: Acabar com os hackers
Nome da empresa: Exabeam
Investimento já levantado: 35 milhões de dólares (cerca de 34 milhões de euros).
O que faz: Trata-se de um produto de segurança que observa o comportamento humano na rede da empresa, visando descobrir quem está a tentar deitá-lo abaixo ou mesmo sabotá-lo. Também pode ser usado a título forense, após um ataque.
Porque foi referida pelos investidores: “A simplicidade e o interface do Exabeam para analisar o comportamento e a identidade do utilizador é seriamente diferenciador, quando comparado com o que já existe no mercado. É incrivelmente fácil de usar. Tem a capacidade de reduzir as investigações de cada incidente, dos dias ou semanas que seriam necessários, para literalmente minutos, devido à sua abordagem científica aos dados recolhidos para encontrar as ameaças. 2017 será um ano em que espero que a Exabeam realmente acelere no seu crescimento”, referiu Carl Eschenbach, da Sequoia Capital.

2. Viptela: Uma melhor forma de gerir redes
Nome da empresa:
Viptela
Investimento já levantado: 108,5 milhões de dólares (aproximadamente 103,82 milhões de euros).
O que faz: Trata-se de um software de cloud que ajuda as empresas a gerirem as suas redes de computadores dispersas e que conecta remotamente os escritórios, via serviços de telecomunicações.
Porque foi referida pelos investidores: “As empresas gastam mais de 10% dos seus orçamentos de IT em custos com telecomunicações. Com o software da Viptela, poderá conseguir uma poupança acima dos 50%, ao substituírem as complexas redes que têm em uso”, referiu Carl Eschenbach, da Sequoia Capital.

3. Domino Data Lab: O Github para a ciência da informação
Nome da empresa:
Domino Data Lab
Investimento já levantado: 10,5 milhões de dólares (cerca de 10,05 milhões de euros).
O que faz: Trata-se de um software de cloud que ajuda as equipas de ciência de dados a colaborarem entre si, inclusivamente entre diferentes indústrias, partilhando as ferramentas de análise que criam.
Porque foi referida pelos investidores: “O Domino está para a ciência dos dados como o GitHub está para a programação. Trata-se de um sistema colaborativo de registo. Ao longo dos últimos dez anos, com o desenvolvimento do software, o GitHub tornou-se num nome familiar. Durante os próximos dez anos, à medida que a ciência dos dados tornar o software inteligente, o Domino irá tornar-se num nome familiar “, referiu Pat Grady, da Sequoia Capital.

4. Classy: A próxima geração de financiamento das organizações sem fins lucrativos
Nome da empresa:
Classy
Investimento já levantado: 48 milhões de dólares (cerca de 49 milhões de euros).
O que faz: O Classy é uma plataforma de angariação de fundos para organizações de apoio social.
Porque foi referida pelos investidores: “O Classy é um sistema operacional de negócio para organizações sem fins lucrativos. Está na hora das grandes causas que todos nós acarinhamos, terem acesso a um grande software. O Classy está rapidamente a substituir o Blackbaud, a última geração de 3 biliões de dólares da Oracle para organizações sem fins lucrativos” referiu Pat Grady, da Sequoia Capital.

5. Clari: Inteligência artificial que ajuda os vendedores a vender
Nome da empresa:
Clari
Investimento já levantado: 26 milhões de dólares (cerca de 25 milhões de euros).
O que faz: A Clari é o analytics com previsões futuras do software de cloud.
Porque foi referida pelos investidores: “A Clari está na vanguarda de uma importante tendência para os “sistemas de fidelização”, ou seja, aplicativos que recorrem a design, integrações e machine learning, para ajudar as pessoas a serem mais produtivas. À medida que estas aplicações vão reunindo mais dados, e a capacidade para os analisarem via inteligência artificial, surge a oportunidade de criar a próxima onda de grandes empresas de aplicações móveis”, argumenta Aaref Hilaly, da Sequoia Capital.

6. World View: Enviar balões para a estratosfera
Nome da empresa:
World View Enterprises
Investimento já levantado: 15,25 milhões de dólares (cerca de 14,6 milhões de euros).
O que faz: Envia balões para a estratosfera, para capturar imagens e recolher dados, o tipo de trabalho feito normalmente por satélites mais dispendiosos. Também está previsto fazer turismo na estratosfera e levar pessoas para passeios acima da Terra.
Porque foi referida pelos investidores: “Uma equipa excecional que tenta realmente fazer algo diferente, reduzindo os custos de chegar e sair da estratosfera, expandindo os mercados existentes (por exemplo, na área da fotografia de satélite) e abrindo caminho para novos (por exemplo o turismo espacial)”, refere Aaref Hilaly, da Sequoia Capital.

7. Spoke: O serviço para automatizar as solicitações de ajuda nas empresas
Nome da empresa:
Spoke
Investimento já levantado: Não divulgado
O que faz: Uma start-up ainda em segredo, que está a criar um serviço inteligente para automatizar as solicitações de ajuda, como o envio de um pedido de apoio para o departamento de IT ou fazer uma pergunta aos HR.
Porque foi referida pelos investidores: A Spoke foi fundada por Jay Srinivasan, que cofundou anteriormente a Appurify, que foi adquirida pela Google. “Pense em grandes empresas que recebem todos os meses milhares de pedidos de ajuda dos seus funcionários para o seu centro de apoio interno; os pedidos são recebidos por grandes departamentos que depois respondem manualmente a cada um e tentam dar resposta ao problema comunicado, ou encaminhá-lo para o departamento certo. Atualmente, é uma área dominada maioritariamente por software como o ServiceNow, o BMC Remedy, IBM e outros”, justificou Vas Natarajan, da Accel.

8. Periscope Data: Transforma bases de dados numa ferramenta de análise de negócio
Nome da empresa:
Periscope Data
Investimento já levantado: 34,5 milhões de dólares (cerca de 33,02 milhões de euros).
O que faz: A Periscope Data usa dados de aplicações, como base de dados e sistemas de faturação, para que as empresas consigam perceber o que está a afetar os seus negócios, como quais os canais de venda que geram clientes mais fidelizados.
Porque foi referida pelos investidores: “A empresa está a criar ferramentas modernas de análise de dados para empresas, estando rapidamente a tornar-se numa referência na forma como as equipas mais avançadas questionam os seus negócios. São o novo centro nevrálgico para as biz-ops“, refere Vas Natarajan, da Accel.

9. InfluxData: Para gerir a próxima leva de dados apelidados de “time-series”
Nome da empresa:
InfluxData
Investimento já levantado: 24,89 milhões de dólares (cerca de 23,81 milhões de euros).
O que faz: O InfluxData desenvolveu algo chamado “TICK stack”, uma plataforma de código aberto para gerir dados de IoT “time-series”, dados que são analisados ao longo do tempo. Já está a ser usada em empresas como a Cisco, o eBay, a AXA, a Solar City e a Telefónica.
Porque foi referida pelos investidores: “Há uma grande necessidade de dados de time-series, principalmente graças aos biliões de sensores que estão a ser implementados como parte da Internet das Coisas (IoT). 2017 será o ano em que veremos, à medida que os time-series se vão generalizando ao público global, contribuindo para decisões de negócio mais conscientes, seja para profissionais que gerem infraestruturas da cloud ou ajudando gestores na análise da eficiência de edifícios inteligentes, até engenheiros que têm em mãos a programação de condução automática”, refere Dharmesh Thakker, da Battery Ventures.

10. Qubole: Acesso imediato à cloud para “big data”
Nome da empresa:
Qubole
Investimento já levantado: 50 milhões de dólares (aproximadamente 48 milhões de euros).
O que faz: O Qubole foi fundada pela antiga equipa de “big data” do Facebook. Com o Qubole, um especialista de dados consegue ter acesso quase imediato a dados armazenados nos populares sistemas de armazenamento Hadoop of Spark, configurá-los numa cloud como a da Amazon ou do Google e começar a analisá-los.
Porque foi referida pelos investidores: “2017 marcará a rápida proliferação de empresas em transição para a cloud híbrida e da transferência do data para o Hadoop e o Spark. O Qubole ajudará a acelerar essa transição”, justificou Dharmesh Thakker, da Battery Ventures

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