“Desde 2013, entre criação de roupa e workshops, estimamos uma reutilização superior a uma tonelada de resíduos, com a correspondente poupança equivalente a mais de 3 milhões de litros de água e mais de 7 toneladas de CO2″. A explicação é de Helena Antónia Silva, a empreendedora que fundou a Vintage for a Cause, um projeto de economia circular na área da moda. Em entrevista ao Link To Leaders recorda o processo de construção do negócio e fala dos planos para o futuro.

Reduzir o desperdício têxtil através de uma plataforma que junta fábricas que têm excedentes e designers de moda que queiram criar peças novas, é o grande objetivo do projeto criado por Helena Antónia Silva: a Vintage for a Cause.
Criar um negócio, “muito menos de moda”, foi algo que nunca fez  parte dos sonhos da fundadora e CEO desta start-up de economia circular, mas acabou por acontecer, fruto de uma formação em empreendedorismo social.

Desde 2013, entre criação de roupa e workshops, a Vintage for a cause estima uma reutilização superior a uma tonelada de resíduos, com a correspondente poupança equivalente a mais de 3 milhões de litros de água e mais de 7 toneladas de CO2. Ao Link To Leaders  Helena Antónia Silva, explicou como tudo começou e como acabou por criar um negócio de moda, social e ambientalmente sustentável que, inclusive, lhe valeu o Prémio Terre de Femmes 2020.

Como é que a Vintage for a Cause surge na sua vida, tendo em conta que a sua formação é na área do Direito? Houve alguma motivação familiar do detrás desta sua opção?
A Vintage for a Cause surgiu num contexto de formação em empreendedorismo social. De facto, a minha formação é em Direito e trabalhei numa seguradora, mas sempre me interessaram temas marginais. Em 2012, e sem ter qualquer objetivo claro nesse sentido, fui frequentar uma pós-graduação em empreendedorismo e inovação social (e apenas porque começava em fevereiro e por sugestão de uma amiga) e foi a primeira vez que tive contacto com o conceito de negócio social, com que me identifiquei automaticamente, apesar de em momento algum da minha vida ter sentido a vontade de criar um negócio, e muito menos de moda.

Tive de apresentar uma ideia de negócio como trabalho de pós-graduação, que resolvesse um ou mais problemas sociais, combinasse recursos em abundância, de forma inovadora, com potencial de gerar receita e de escalabilidade. Porque sou a filha mais velha de uma costureira e cresci a usar roupa transformada (upcycled, como se diz agora), acho que isso condicionou a forma como encaro a roupa e a minha relação com as pessoas que a fazem.

Por outro lado, parte da minha vida incluiu os meus avós muito perto, e quando vim morar para o Porto percebi o quanto as pessoas mais velhas estavam isoladas, sobretudo mulheres, independentemente do estrato social. E depois, aprofundei um pouco o tema, desenhei melhor a ideia e foi fazer acontecer, que é uma parte altamente estimulante e foi durante muito tempo um escape da minha rotina profissional, a partir de determinada altura menos interessante porque não me permitia aplicar e desenvolver muitas competências.

Concluindo, começou como um acaso e foi evoluindo para o meu trabalho a tempo inteiro, desde 2019, fruto do apoio da Fundação Calouste Gulbenkian ao abrigo do quadro de sustentabilidade e coesão social.

Como está montado o projeto atualmente? Quais as vertentes que o integram?
O projeto mantém as mesmas vertentes desde início: tem uma base de negócio de economia circular, com a criação de produto – roupa de mulher de estilo urbano e intemporal -, feito com desperdício têxtil e stock morto de outras marcas (inicialmente era desperdício pós-consumo, o que alteramos a partir de 2016, fruto da consciência da existência de muitos tecidos e materiais que nos chegavam das fábricas em regime de doação); com modelo de design colaborativo e circular, ou seja, tendo assinatura de vários designers, tendo em mente o máximo de incorporação de desperdício nas peças; e venda deste produto como uma fonte de sustentabilidade.

Por outro lado, estas vendas revertem na íntegra para ocupar mulheres desempregadas acima dos 50 anos fora da vida ativa, através de workshops de reaproveitamento de roupa usada e materiais inutilizados, com o propósito de exibirem num desfile e sessão fotográfica as suas criações, passando, numa segunda fase, a serem facilitadoras de workshops para outras senhoras da mesma idade.

O objetivo é essencialmente melhorar a auto-estima, a saúde mental e o bem-estar e criar uma rede de suporte para este público maioritariamente em risco de isolamento e exclusão por perda de papeis na sociedade, sobretudo desemprego, divórcio, viuvez, etc. Nestes grupos são ainda sinalizadas costureiras com perfil de empregabilidade, a quem se entrega a produção das peças, num regime mais adequado ao seu ritmo, objetivos e pago de forma justa.

Ainda podemos referir uma vertente educacional e de sensibilização concretizada via comunicação e realização de workshops de upcycling para públicos mais jovens e/ou a integração frequente de estudantes em estágios curriculares.

“Temos um benefício efetivo ao trabalhar com mestras: elas sabem como reaproveitar o lixo, para além de darem uma qualidade inigualável às peças, o que, no fim, também beneficia os clientes que têm uma oferta diferenciada (…)”.

Criar, consumir e reaproveitar são palavras chave da Vintage for a Cause. De que forma esta tríade tem cumprido os seus objetivos?
De facto, desde 2013 estamos a testar e a concretizar um negócio de economia circular. Ainda antes de ser um tema na agenda pública, nas políticas e prioridades de investimento e comunicação social. Começamos por usar desperdício em fase pós-consumo/roupa usada como matéria-prima. Mas os constrangimentos comerciais e de sustentabilidade financeira, bem como a perceção da existência de tanto desperdício em fase de pré-consumo fez com que baseássemos a coleções em stock morto e tecidos que são lixo da produção industrial ou excedentes. Isso permitiu estabilizar coleções para além de ter um impacto mais significativo em termos de diminuição da pegada carbónica da indústria, pois o maior gasto de energia dá-se na fase de produção de novos tecidos, devido à sobre extração de recursos naturais que implica. Para além de ser mais fácil do ponto de vista de higiene e mesmo em termos operacionais.

Por outro lado, o facto de usarmos uma força produtiva negligenciada pela indústria e pelo mercado – as costureiras mais velhas – acontece simplesmente porque elas sabem como reaproveitar este lixo, como nenhuma costureira mais jovem e considerada produtiva. O Upcycling é menos permeável ao trabalho industrial e rápido. Toma mais tempo, exige mais qualidade, mais mestria. Por isso, não é por caridade. Temos um benefício efetivo ao trabalhar com mestras: elas sabem como reaproveitar o lixo, para além de darem uma qualidade inigualável às peças, o que, no fim, também beneficia os clientes que têm uma oferta diferenciada, a preço comparativamente competitivo e qualidade acima da média.

Também sensibilizamos para a compra consciente e tratamento mais sustentável das peças e incentivamos à reparação, através de workshops de upcycling  e eventos como a organização da Fashion Revolution no Porto em parceria com a Fashion Revolution Portugal. A par disso a comunicação e etiquetas da marca identificam o modelo de produção, distribuição do preço, a ecopoupança de cada uma em termos de extração de recursos (não emissão de C02 e água), com instruções de lavagem mais ecológica.

“A marca tem funcionado com apoio de investidores sociais (Fundação EDP, Calouste Gulbenkian, Yves Rocher), cofinanciamentos por parte de municípios ou organizações/associações (…)”.

Qual o modelo de negócio da marca? Onde vai buscar a sustentação financeira?
A marca tem funcionado com apoio de investidores sociais (Fundação EDP, Calouste Gulbenkian, Yves Rocher), cofinanciamentos por parte de municípios ou organizações/associações (seja em dinheiro, seja em espécie, com cedência de espaços ou recursos da sua região para implementar respostas sociais a seniores), doações (sobretudo de matéria-prima) e trabalho em rede, no que respeita à parte criativa (designers) e de promoção e divulgação do projeto (lojas e eventos promoção e venda), mas em geral em todas as vertentes.
As vendas são igualmente uma fonte de financiamento, ainda que com menos expressão no orçamento, o que contamos ir alterando progressivamente à medida que a marca for conquistando mercado, sendo o objetivo que no futuro seja o principal financiador da intervenção social.

“(…) a base do modelo de negócio é a rede de parceiros chave que é cada vez maior e que permite colmatar parte dos recursos e condições para concretizar as atividades”.

Quem está consigo neste projeto?
A equipa é muito pequena, tendo apenas um recurso humano a tempo inteiro que sou eu, e depois, em regime de voluntariado ou serviço externo, pessoas com perfis e backgrounds muito distintos: desde a costura das peças (cinco costureiras sénior), gestão e estratégia, a design gráfico, moda, fotografia, marketing e vendas, etc. Por outro lado, a base do modelo de negócio é a rede de parceiros chave que é cada vez maior e que permite colmatar parte dos recursos e condições para concretizar as atividades.

Os municípios do Porto, Guimarães, Esposende, Gondomar, empresas como a Lisama Lda, ou SKFK Ethical Fashion do país Basco e pequenas confeções, lojas como a Cru, escolas de moda como a Modatex, designers como a Katty Xiomara (cujo modelo de remuneração é por via de comissão nas vendas, sendo certo que não têm nenhum custo com produção, sourcing ou promoção) aportam muito valor e suporte à marca.

Contar ainda com o apoio da Seletiva Moda ou da AEP no âmbito do projeto EEN (European Entreprise network) na participação em eventos de moda B2B internacionais, tem sido uma mais-valia para a abordagem ao mercado externo e realização de novas parcerias.

“Existe uma boa aceitação da marca no mercado alemão e no Reino Unido, em cidades mais cosmopolitas, sobretudo por força da presença em feiras de moda sustentável (…)”.

Como foi a recetividade do mercado, da concorrência, à marca?
Existe uma boa aceitação da marca no mercado alemão e no Reino Unido, em cidades mais cosmopolitas, sobretudo por força da presença em feiras de moda sustentável como a Neonyt, onde começamos a receber as primeiras encomendas de pequenas lojas conceito que só vendem marcas e produtos responsáveis.

Em Portugal, a aceitação começa a ser mais expressiva, mas continuamos a sentir que o mercado externo tem mais interesse na marca. O upcyling e a diversidade de designers é um aspecto muito competitivo e o feito à mão e em Portugal é igualmente uma vantagem competitiva frente à concorrência, bem como o facto dos preços das peças serem competitivas (devido ao facto da matéria-prima ser doada).

Como é que a Fundação Calouste Gulbenkian entra no projeto?
A Fundação Calouste Gulbenkian abriu um fundo em 2017/2018 nos quadros de sustentabilidade e coesão social ao qual apresentamos uma candidatura a três anos, que foi aceite parcialmente e contra o cumprimento de metas. Foi sem dúvida a alavanca financeira deste investidor social que veio permitir o crescimento e os resultados do projeto em 2019 e a sua continuidade em 2020.

(…) tem sido extraordinário o poder de atração de parcerias, investimento, de envolvimento e até de desenvolvimento de alguns stakeholders (…)”.

O percurso que a Vintage for a Cause tem feito nos seus oito anos de vida está a corresponder às suas expetativas?
Nunca tive expetativas muito definidas em relação ao projeto, mas penso que em geral, o balanço é positivo, o que também tem sido atestado pelos relatórios de avaliação de impacto, em que ouvimos também os stakeholders chave do projeto. Tem sido pelo menos um percurso de aprendizagem incrível, todo ele muito orgânico.

Sem prejuízo de todos os anos se fazerem planos de atividades e projeções estratégicas, a verdade é que o evoluir do projeto tem sido uma espécie de piloto constante. Com desafios enormes, mas por outro lado com conclusões, processos, metodologia e avanços cada vez mais consistentes nas diferentes valências do projeto. Estes anos permitiram validar imensos pressupostos, afinar processos e ter maior clareza em relação às oportunidades e ao melhor caminho a seguir.

O ter começado “antes do tempo” permitiu “errar bem”, para agora falhar mais rápido e com menor custo. Ainda assim, tem sido extraordinário o poder de atração de parcerias, investimento, de envolvimento e até de desenvolvimento de alguns stakeholders, e com um enorme potencial para ainda levar mais longe essas externalidades positivas, sobretudo numa fase em que todo o contexto económico social e ambiental parece ser muito mais favorável, apesar de todas as dificuldades inerentes.

Que impacto ambiental positivo acredita que a marca já conseguiu concretizar?
Desde o início que avaliamos o impacto gerado pelo projeto, já que essa é a nossa moeda de troca junto dos investidores. Inicialmente apenas a vertente social. Depois começamos a avaliar a vertente ambiental, de forma clara e transparente. Existe já muita literatura e investigação nessa área que define a poupança gerada pela não extração de recursos (reutilização de recursos existentes em vez de criação de novos) por tipo de fibra, inclusive. Como nem sempre temos conhecimento da composição dos tecidos estimamos um valor médio por grama. Pesamos a peça e calculamos o valor estimado da poupança, informação que colocamos na informação do produto.

Desde 2013, entre criação de roupa e workshops, estimamos uma reutilização superior a uma tonelada de resíduos, com a correspondente poupança equivalente a mais de 3 milhões de litros de água e mais de 7 toneladas de CO2.

“Existem inúmeras dificuldades em levar avante um negócio social. O mercado da moda já é altamente competitivo e difícil”.

Que dificuldades enfrentou para levar avante a Vintage for a Cause?
Existem inúmeras dificuldades em levar avante um negócio social. O mercado da moda já é altamente competitivo e difícil. Agora uma marca de moda com um modelo tão ativo de intervenção social é ainda mais… Porque parte do esforço é para gerar valor social e consome muitos recursos e energia. Com a agravante de que durante anos (de 2013 a 2017) o conceito não tinha um enquadramento muito compreendido ou claro.

Só se começou a falar em economia circular e moda sustentável a partir de 2016 e de forma muito tímida…E só agora começam a ficar mais tangíveis os benefícios dos modelos de negócio mais colaborativos e holísticos, mais no contexto das metas de desenvolvimento sustentável. De resto, as dificuldades são comuns às de outro qualquer negócio: estabilidade e precariedade das equipas, sustentabilidade financeira, pressão dos objetivos, instabilidade de mercado, etc. Por outro lado, todas estas dificuldades são agravadas pelo perfil do público com que trabalhamos (trabalhadoras sénior).

Alguma vez pensou desistir?
Houve um momento em que sim, ponderei fechar o projeto. Durante 2017 / 2018 não tivemos qualquer apoio financeiro, sobrevivemos essencialmente com voluntariado, vendas e com o apoio da Câmara Municipal do Porto com cedência de espaço por um valor muito baixo. E como eu trabalhava numa seguradora e era muito exigente fazer a gestão das pessoas e ainda tinha de usar dinheiro próprio para cobrir algumas despesas, pareceu-me que tinha de fazer uma opção e que o mais sensato seria encerrar o projeto, decisão que foi possível rever no final de 2018 devido ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Este ano ganhou o primeiro lugar do concurso Terre de Femmes. O que é que esta distinção representa na vida do projeto?
Para além de representar uma entrada de 10 mil euros, trouxe muita visibilidade ao projeto, contextualizando a marca como marca de valor ambiental e não meramente social. Alavancou ainda parcerias com comunicadoras digitais, o que potenciou um aumento de compras online por parte de clientes portugueses, que, até fevereiro deste ano, era quase nula ou residual. Isso foi muito interessante, sobretudo do ponto de vista de reposicionamento e estratégia de vendas, com potencial para melhorar nesta retoma da economia que começa a ser mais otimista, também devido a um aumento de procura por produtos mais locais e sustentáveis.

“Temos aprofundado o papel do designer na replicação do modelo de intervenção social, e estamos a trabalhar num modelo de franchise a ser facilitado por via de uma plataforma (…)”

Quais os projetos para o próximo ano? Alguma vertente de atuação nova?
O próximo ano dará continuidade ao plano em curso e não há necessariamente a uma vertente nova. Mas a pandemia obrigou a que explorássemos formas de abordar a metodologia de intervenção social numa versão à distância, que se encontra em teste e possivelmente vai ter continuidade em 2021, sobretudo pela leveza e potencial de escala que traz.

Por outro lado, temos aprofundado o papel do designer na replicação do modelo de intervenção social, e estamos a trabalhar num modelo de franchise a ser facilitado por via de uma plataforma, que aligeire a estrutura e permita uma maior disseminação do conceito nacional e internacionalmente, e ainda um cálculo automático do impacto gerado, garantindo maior transparência e credibilidade. Mas é algo em desenvolvimento e que não representa uma área de atuação nova, mas tão só uma aposta em ferramentas mais tecnológicas para otimizar processos e auxiliar o processo de crescimento.

“Acreditamos que a Vintage for a Cause tem muitos ingredientes que favorecem essa dimensão [internacionalização], sobretudo a nível europeu”.

Vamos ver a Vintage for a Cause com uma dimensão internacional?
Acreditamos que a Vintage for a Cause tem muitos ingredientes que favorecem essa dimensão, sobretudo a nível europeu. E o facto de termos sido um dos 30 semi-finalistas da competição de inovação social da Comissão Europeia (The Diogo Challenge), este ano dedicado à moda sustentável, é um indicador nesse sentido.

Do ponto de vista de mercado, desde 2013 que o público que maioritariamente aprecia a marca é de nacionalidade estrangeira, maioritariamente do Reino Unido e norte da Europa. A boa aceitação da marca no mercado alemão e do norte da Europa é igualmente um indicador a ter em conta e sem dúvida que vamos aprofundar as relações externas já criadas e desenvolver outras, sobretudo com o mercado alemão, com mais capacidade de absorção de produtos sustentáveis. Temos porém, consciência que o projeto ainda está numa fase de scaling deep local, sobretudo no que à parte social diz respeito, e também, no que respeita à parte comercial, fruto da inversão de estratégia por causa da pandemia que beneficia o comércio local.

O que é que a continua a motivar enquanto empreendedora?
Aprendizagem, acima de tudo. Sobretudo numa era que traz tantas oportunidades devido à mudança de paradigma de desenvolvimento.

Na sua opinião, as empresas e organizações portuguesas já estão suficientemente comprometidas com a sustentabilidade?
Há cada vez mais abertura e preocupação, sobretudo numa lógica de competitividade. Significa que muitas empresas estão a reajustar-se porque perceberam que isso é um aspecto competitivo. Ainda assim é um processo lento, tendo em conta que o tecido empresarial português é maioritariamente composto por PME’s e às vezes as alterações implicam investimento ou alterações que representam risco e custos, pelo que é compreensível e legítimo que seja um compromisso em crescendo e progressivo.

Respostas rápidas:
O maior risco: nem sempre estar muito ciente do risco.
O maior erro: não ter iniciado mais cedo o trabalho full time no projeto.
A maior lição: não existem mulheres idosas, apenas mulheres noutra fase de vida.
A maior conquista: A mais recente foi ter visto o projeto ser selecionado entre 766 candidaturas, a nível europeu, por parte de um júri internacional.

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