Abraços em tempo de Covid-19? Pode parecer estranho ou improvável, mas a Hug, uma nova marca portuguesa dedicada ao fabrico e comercialização de produtos de higiene e bem-estar, garante que é possível manter a proximidade e em segurança. A prova está na campanha que criou para o seu lançamento e através da qual já enviou mais de 50 mil abraços virtuais.

Criada em outubro de 2020, mas a funcionar desde o início deste ano, a Hug surgiu “quase como um murro na mesa contra o afastamento que fomos obrigados a adotar nesta altura”, explica João Machado, fundador da start-up, em entrevista ao Link To Leaders.

Para dar a conhecer os seus produtos, que vão desde a área de cosmética, desinfeção, limpeza e segurança a hidratantes naturais a ambientadores ou detergentes, e lembrar os portugueses da importância de um gesto simples como um abraço – numa altura em que o contacto físico não é recomendado -, a Hug lançou o movimento “Send a Hug”.

A campanha desafia todos a enviarem um abraço virtual a alguém de quem gostem muito e, com isso, ficam habilitados a receber uma surpresa da Hug em casa. Até à data já foram enviados mais de 50 mil abraços virtuais, conta João Machado que quer com os seus produtos chegar a “pessoas que cuidam e se preocupam com o seu bem-estar, mas também com o dos outros e do meio ambiente”.

Quando e como surgiu a Hug?
O desenvolvimento da Hug começou a ser feito em outubro de 2020. No entanto, podemos afirmar que o seu nascimento acontece em janeiro deste ano. A ideia da Hug surge quase como um murro na mesa contra o afastamento que fomos obrigados a adotar nesta altura. Não queremos que se perca o contacto, o toque, os abraços e, por isso, decidimos que nos iríamos dedicar a criar soluções que permitissem às pessoas voltar a ter a confiança, a segurança, o tempo e a energia para se dedicarem àquilo que realmente importa: Viver!

Depois de realizarmos uma pesquisa, apercebemo-nos que não havia nenhuma marca dentro deste setor que tivesse uma comunicação próxima com o cliente, que oferecesse soluções adaptadas às nossas diversas rotinas e que quisesse estar presente em todos os momentos do dia a dia das pessoas. A partir daí, a Hug começou a ganhar cor. Tudo isto, aliado à vasta experiência e know-how que a empresa mãe, a Higiguima, detém há mais de 20 anos, sentimos que tínhamos todas as condições reunidas para criar uma marca que fizesse a diferença.

Quais têm sido os grandes desafios?
Temos tido dois grandes desafios nestes últimos tempos. Por um lado, a incerteza que estes tempos trazem que não nos permite fazer planos a médio/longo prazo. Por outro, o confinamento a que estamos sujeitos ultimamente faz com que o consumo deste tipo de produtos tenha baixado. No entanto, é com entusiasmo que olhamos para o futuro e sabemos que melhores dias virão.

Lançaram a Hug com capitais próprios?
Sim, tanto a criação da marca como o desenvolvimento dos nossos produtos foram sustentados em capitais próprios.

“Acreditamos que a vida deve ser vivida ao máximo e, por isso, movemo-nos com o propósito de garantir que os nossos clientes têm tudo ao seu dispor para o fazer”.

Quais os produtos e mais-valias que a HUG apresenta ao mercado?
Foco na diferenciação, na inovação e no serviço ao cliente. Estas são as mais-valias que a Hug apresenta ao mercado. Acreditamos que a vida deve ser vivida ao máximo e, por isso, movemo-nos com o propósito de garantir que os nossos clientes têm tudo ao seu dispor para o fazer. No que toca aos produtos, neste momento contamos já com uma vasta gama de soluções que garantem o bem-estar e a segurança dos nossos clientes. Desde desinfetantes de mãos com hidratantes naturais e aromas, a desinfetantes multiusos ecológicos, ambientadores e amaciadores e detergentes ecológicos.

O compromisso da empresa também se reflete ao nível da sustentabilidade. A Hug pensou todos os seus produtos de forma a minimizar o seu impacto ambiental, criando embalagens ecofriendly que promovem uma utilização mais sustentável e menos poluente. Paralelamente, é uma empresa comprometida em não utilizar qualquer matéria-prima de origem animal no fabrico de todos os produtos.

A quem se destina os vossos produtos?
Os produtos Hug destinam-se a pessoas que cuidam e se preocupam com o seu bem-estar, mas também com o dos outros e do meio ambiente. Pessoas que valorizam as experiências, as relações e os pequenos momentos. E por serem pessoas que querem viver a vida ao máximo, sentem a necessidade de garantir o seu conforto e segurança, para encarar o dia a dia com mais confiança.

Neste momento, onde é possível encontrar os produtos da HUG?
De momento poderão encontrar todos os produtos da HUG em www.hugexperience.com, em várias farmácias espalhadas de norte a sul do país e brevemente noutros retalhistas.

Qual tem sido a vossa estratégia para dar a conhecer a empresa e divulgar os vossos produtos?
Numa fase inicial e através da nossa campanha de pré-lançamento, quisemos apenas apresentar a marca e o seu conceito e propósito. Antes de as pessoas perceberem quais são os nossos produtos e ofertas, queríamos que percebessem a nossa missão e o porquê da Hug existir. Acreditamos que só assim seria possível construir uma “love brand”.

Após essa fase, temos divulgados os nossos produtos e serviços através do digital, maioritariamente através das redes sociais. Queremos ser uma marca muito próxima das pessoas e, por isso, queremos estar em força nestes canais.

Quantos clientes já adquiriram o vosso produto?
Já são mais 4 mil huggers a adquirir os nossos produtos.

“O objetivo inicial era chegar aos 2 mil abraços digitais enviados, mas os resultados finais mostram mais de 50 mil abraços digitais enviados”.

Lançaram recentemente o movimento “Send a Hug”. Qual é o objetivo e qual o balanço da campanha?
O objetivo poderá parecer muito modesto tendo em conta os resultados finais obtidos… Mas a verdade é que inicialmente nunca imaginamos que teria o impacto que teve. O objetivo inicial era chegar aos 2 mil abraços digitais enviados, mas os resultados finais mostram mais de 50 mil abraços digitais enviados.

Quais são os projetos para o futuro da HUG?
Internamente estamos a trabalhar em novos produtos e a desenvolver novos serviços que acreditamos serem inovadores e que nos permitirão estar cada vez mais próximos dos nossos clientes. Para além disso, estamos também a desenvolver algumas parcerias com algumas instituições nacionais no sentido de ter um impacto ainda mais positivo na nossa sociedade.

Como vê a empresa dentro de um ano?
Dentro de um ano espero que a empresa esteja a aventurar-se por novos caminhos, sejam novos mercados, novas categorias de produtos ou novos tipos de serviços.

“Muitas vezes vai custar não termos tudo como imaginamos, mas o mais importante é fazer as coisas acontecer e ir melhorando com o tempo. A perfeição leva tempo”.

Que conselhos daria a um empreendedor que quer lançar uma marca em Portugal?
Até a ideia mais brilhante é apenas uma ideia enquanto não sair do papel. Por isso, não tenham receio de arriscar. Se não correr como esperado, pelo menos ficam as lições que servirão para projetos futuros. Não sejam extremamente perfeccionistas. Muitas vezes vai custar não termos tudo como imaginamos, mas o mais importante é fazer as coisas acontecer e ir melhorando com o tempo. A perfeição leva tempo.

Respostas rápidas:
O maior risco:
Lançar uma marca em pleno confinamento. O maior erro: Perfeccionismo em excesso.
A maior lição: Mais vale feito que perfeito.
A maior conquista: Sentir que as pessoas se identificam com a marca e com os seus valores.

Comentários