A transformação digital em Portugal  foi analisada  no mais recente  estudo pan-europeu promovido pela Claranet.

A transformação digital em Portugal esteve em foco no estudo pan-europeu Beyond Digital Transformation: Reality check for European IT leaders and Digital leader que a Claranet acaba de divulgar.

A análise, que contou com a participação de mais de uma centena de líderes nacionais em tecnologias de informação (num conjunto de 750 profissionais internacionais que integraram o estudo, em representação de países como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Benelux), apresenta alguns indicadores sobre a forma como as empresas portuguesas estão a reagir à transformação digital, como gerem os seus negócios e se adaptam à nova economia digital.

Assim, na parte relativa a Portugal, o estudo revela que entre os principais entraves à mudança estão aspetos como a falta de colaboradores qualificados, a aversão ao risco e a lentidão na adoção da mudança. Por outro lado, o aumento da segurança, a diminuição das despesas e criação de maior agilidade nos negócios são prioridades identificadas nas empresas nacionais no que concerne à transformação digital. No domínio dos principais desafios, encontram-se a necessidade de melhorar a experiência do consumidor, as restrições de orçamento e as aplicações que não são mobile friendly.

A estes indicadores juntam-se, contudo, pontos positivos. O estudo da Claranet revela que Portugal lidera a nível de automação (63%), com infraestruturas que ajudam as organizações a reduzir custos e erros humanos; que 90% dos inquiridos, a nível nacional, destacou a alocação direta de budget ao departamento de TI, acima da média europeia de 77%; e, ainda, que 87% dos inquiridos acredita que os departamentos de IT proporcionam grande retorno do investimento (também acima da média europeia de 68%).

Estas razões são apontadas pelo estudo como alguns dos motivos para que 38% das empresas não consiga acompanhar a concorrência. De qualquer forma, diz a Claranet, trata-se de um valor inferior à média europeia de 44%

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