inHabitus prevê construir mais de 1000 casas até 2028, 65% abaixo do preço de mercado
A start-up aposta na industrialização e verticalização da construção para acelerar entregas e baixar custos e prevê construir mais de mil casas até 2028, com preços até 65% abaixo do mercado. A construção do primeiro condomínio já começou.
“Construímos casas praticamente da mesma forma há décadas, apesar de os desafios do setor exigirem novas respostas. Na inHabitus, queremos contribuir para tornar a habitação mais acessível, repensando a forma como desenvolvemos e construímos casas. O nosso objetivo é conseguir colocar mais habitação no mercado, com preços competitivos, sem comprometer a qualidade”, destaca Mário Ferraz, cofundador da inHabitus.
Este é o statement da inHabitus, uma start-up portuguesa focada na industrialização da habitação que planeia construir 1080 habitações até 2028, num projeto que une métodos de construção inovadores e padronização em escala procurando entregar casas com prazos mais curtos e preços por m² global (incluindo áreas exteriores privativas) que chegam aos 65% abaixo da mediana nacional.
A inHabitus utiliza diferentes métodos modernos de construção, combinando engenharia e tecnologia, com ferramentas digitais próprias que automatizam o projeto, otimizam custos e prazos e garantem previsibilidade em todas as fases, do conceito à obra.
O modelo assenta também na padronização de soluções construtivas e na integração de competências de arquitetura, engenharia e gestão, permitindo replicar projetos em diferentes localizações e aumentar o controlo sobre custos, prazos e qualidade.
O resultado previsto desta abordagem, face à construção tradicional, é a redução de cerca de 50% no tempo de entrega, redução de 30% no custo total de construção, de acordo com o estudo de 2025 sobre Métodos Modernos de Construção realizado pela University of Texas at Arlington e da Penn State University.
Segundo a start-up, a industrialização da construção poderá também contribuir para reduzir o desperdício de materiais em obra e melhorar as condições de segurança, ao transferir parte do processo para ambientes de produção controlados e reduzir determinadas tarefas executadas diretamente no estaleiro. A empresa estima reduções de cerca de 80% no desperdício de materiais e no risco de acidentes em obra, face aos métodos tradicionais.
“Ao concentrarmos competências na mesma estrutura e reduzirmos a dependência de uma cadeia de intermediários e subcontratados, conseguimos ter maior controlo sobre as decisões e os custos. A industrialização permite-nos padronizar soluções, ganhar eficiência e replicar o modelo em diferentes localizações. É esta combinação que nos permite trabalhar para oferecer casas a preços mais acessíveis”, explica o cofundador da start-up.
A construção do primeiro condomínio, Origem Alfena, no Porto, já arrancou em setembro, com 79 moradias em tipologias V2, V3 e V4, todas vendidas. Já este mês, a inHabitus vai lançar a comercialização de um empreendimento em Setúbal, composto por 136 moradias, nas tipologias V1 a V4, e até dezembro prevê colocar ainda no mercado mais 253 habitações, distribuídas por dois empreendimentos nas regiões de Viseu e Grande Porto.
Estes quatro projetos residenciais constituem a primeira fase de um pipeline com presença de Norte a Sul do país. Os empreendimentos incluem moradias de tipologias V1 a V4, com preços a começar nos 139 mil euros.
“A nossa ambição é desenvolver um modelo que possa ser replicado em diferentes regiões do país, mantendo padrões consistentes de qualidade, eficiência e previsibilidade. Queremos demonstrar que é possível repensar a forma como se desenvolve habitação e contribuir para aumentar a oferta a preços mais acessíveis”, conclui Mário Ferraz







