Portuguesa Spotlite participa em contrato de 8 milhões de euros para monitorizar 5.300 pontes no Brasil
A tecnológica portuguesa Spotlite junta-se a um consórcio que garantiu um contrato com o Governo brasileiro para vigiar 5.300 pontes em tempo real. A solução permite antecipar riscos e otimizar a manutenção, consolidando a expansão da empresa no mercado internacional.
A Spotlite, empresa tecnológica portuguesa que monitoriza através de dados de satélites e inteligência artificial as infraestruturas críticas de operadores de rede elétrica, rodoviárias, e ferroviárias, acaba de anunciar que irá participar num consórcio que venceu um contrato de cerca de 8 milhões de euros com o governo brasileiro, através da DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Este contrato, onde participam também a SISCON e a Única, prevê a monitorização por satélite de 5.300 pontes em todo o território brasileiro permitindo que mais de 100 engenheiros do DNIT tenham acesso a dados em tempo real sobre o estado destas infraestruturas, permitindo-lhes tomar decisões críticas e programar as devidas intervenções em situações normais ou em caso de condições climáticas adversas.
Em Portugal, a Spotlite já colabora com diferentes entidades públicas e privadas, tendo estado durante o passado mês de fevereiro totalmente empenhada e comprometida no apoio à gestão das diferentes operações no terreno, através da sinalização dos vários sinistros ocorridos durante o comboio de tempestades que assolaram Portugal.
“A solução que criamos permite que todos os gestores de infraestruturas críticas possam. monitorizar, em tempo real, alterações milimétricas das mesmas”, explica Ricardo Cabral, CEO da empresa.
Nascida em Coimbra, a Spotlite é uma empresa de spacetech desenvolveu uma plataforma tecnológica de monitorização de risco e infraestruturas baseada em dados de satélite e inteligência artificial, com o objetivo de transformar imagens e outros dados de observação da Terra em informação acionável, alertas automatizados e inteligência operacional para proprietários e gestores de ativos e infraestruturas críticas.
A tecnologia permite antecipar riscos como movimentos de terreno, intrusão de vegetação, deformações estruturais ou riscos de incêndio, reduzindo a necessidade de inspeções físicas e sensores no local e otimizando custos de manutenção através de manutenção preditiva e auditorias remotas.
A empresa foi fundada por Ricardo Cabral e Martino Correia e integra múltiplas fontes de satélite para monitorizar continuamente milhares de quilómetros de infraestruturas sem necessidade de presença física. Em dezembro de 2025, a empresa concluiu c uma ronda Seed de 3,5 milhões de euros, que lhe permitirá expandir ainda mais a presença na Europa, Estados Unidos e América do Sul.








