Uma das muitas áreas onde o nosso país tem dado cartas no domínio da inovação é no desenvolvimento de tecnologias para a intitulada indústria 4.0.

O grupo ISQ, a EQS, a Sqédio, a Lusospace, a Glartek ou o grupo DRT serão apenas alguns desses exemplos de sucesso made in portugal que estarão a contribuir para as fábricas do futuro. Isto apostando em produzir soluções assentes quer nas denominadas tecnologias de terceira plataforma (big data), quer em aceleradores de inovação (IoT – Internet of Things).

Risco, esse, validado desde logo pelo mercado interno que, segundo estima a IDC, vale atualmente 4200 milhões de euros. Sendo que a perspetiva aponta para um crescimento anual de 12,4%. Ademais, tal aposta traduzir-se-á na criação de novas empresas, de empregos mais qualificados e de superiores valias económicas. Quanto à vertente internacional reposiciona a nação como exportadora de alta tecnologia. Paralelamente, afirma Portugal no segmento de testbed de inovações.

Atente-se no caso da Lusospace que será a empresa nacional com maior percentagem de hardware em órbita. Parceira da Agência Espacial Europeia (ESA), a companhia portuguesa idealizou também um software alicerçado em realidade aumentada destinado a suportar a montagem de satélites. Resultado: poupanças de 50% em tarefas impactadas pela realidade aumentada.

Veja-se a experiência do grupo ISQ que trabalha no setor conhecido por TIC (Testing, Inspection and Certification). Hoje a otimizar processos de produção em inúmeros ramos industriais – aeroespacial, aeronáutica ou automóvel – a multinacional lusa utiliza algoritmos que permitem ao promotor inspecionar um ativo sem a obrigatoriedade de parar a sua laboração. Cenário que do ponto de vista económico oferece ganhos incomensuráveis.

Repare-se por último na oferta da Sqédio que ter-se-á especializado na modelação tridimensional com a consequente passagem desta informação à produção. Uma solução que permitirá acompanhar o desenvolvimento do produto desde a proposta ao cliente até à manutenção. Ou seja, um verdadeiro ecossistema integrado. Três histórias de glória. Outras tantas na dianteira da Revolução 4.0.

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Licenciado em Engenharia de Electrónica e Telecomunicações, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa (1984/1989), José Pedro Salas Pires é atualmente presidente da ANETIE – Associação das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica. Isto depois de ocupar outros cargos em... Ler Mais